Chegando em 2026 para dar um novo ar ao mercado de games, Denshattack traz consigo uma proposta diferente: ser um jogo de manobras de trem e com gráficos que lembram o clássico Jet Set Radio do Dreamcast, o último console de mesa da SEGA – mas será que o título está realmente bom? É o que vamos ver na review de hoje.
Índice da review de Denshattack
Onde Denshattack foi executado?
Diferente das outras reviews, para Denshattack foi utilizada a versão da Steam rodando em um computador equipado com: AMD Ryzen 7 5700G – 8 núcleos e 16 threads; 32GB de RAM DDR4 operando a 3200MHz em Dual Channel; e na GPU uma AMD Radeon RX 6400 de 4GB GDDR6 – um PC full lado vermelho da força dos hardwares.
Mesmo que a RX 6400 não seja uma placa de vídeo voltada para jogos pesados, uma vez que possui apenas 4 linhas PCIe (PCIe x4) e um barramento de memória de 64 bits, o desempenho que ela conseguiu entregar foi surpreendente.
O título foi configurado com alguns elementos no MUITO ALTO, como o anti-serrilhado e a qualidade das sombras, e alguns elementos na MELHOR qualidade gráfica, definida aqui como BEST, como a distância e densidade da folhagem. A média de quadros ficou entre 80 a 100 quadros por segundo, com eventuais quedas dentro desta faixa.

Desempenho no hardware apresentado
Assim como comentei, a AMD Radeon RX 6400 não é uma placa de vídeo feita para encarar todos os jogos recentes, ainda mais em qualidades altas, porém com Denshattack a cena foi surpreendente.
Mesmo com os 4GB e um barramento de memória baixo, o desempenho foi fluido na grande maioria das cenas, somente dropando mais intensamente em cenas com muitos efeitos, mas foi algo bem rápido.
Na maior parte do tempo, o hardware se manteve com temperaturas estáveis, não apresentando thermal throttling nem perda de desempenho por fator calor, e com isso, o desempenho foi algo entre 80 a 100 quadros por segundo, representando um desempenho satisfatório em alta taxa de atualização, uma vez que o monitor utilizado possui 144Hz.
Ponto bem positivo para a otimização do game.

Teclado ou controle? Se for maluco, tente teclado…
Ao iniciar Denshattack na Steam, você já é recebido com um aviso sobre COMPATIBILIDADE COM CONTROLES, e vai por mim, não ignore. O jogo responde muito melhor quando você está com um controle conectado ao PC, seja um DualSense, DualShock ou um controle de Xbox.
É possível jogar com teclado e mouse? Sim, funciona de maneira decente. Mas pense comigo: você já tentou jogar Tony Hawk’s Pro Skater sem um controle por perto? Ou até mesmo Jet Set Radio no emulador, usando apenas teclado? A experiência simplesmente não é a mesma e torna tudo mais difícil, ainda mais em um jogo rápido como este.
Denshattack até se adapta ao teclado e mouse, mas com um controle tudo fica mais intuitivo, mais natural e muito mais prático. Em resumo: se puder, jogue com controle.

Falando em controle, para os testes utilizei o QRD Ferrox M5, que já tem review aqui no Portal Viciados, em vídeo e em texto, e você pode conferir logo abaixo:
Gráficos, ambientação e cenários
Quando partimos para falar dos gráficos, é aí que Denshattack realmente brilha. A Fireshine, desenvolvedora do game, apostou em um visual bem diferente do que estamos acostumados a ver em um título de 2026, e isso no melhor sentido possível. Não é apenas mais do mesmo; o jogo tem identidade própria e entrega algo realmente novo.
Com uma direção de arte cartunizada e fortes influências de cell-shading, a semelhança com Jet Set Radio é clara e bem feita, já que tudo parece ter saído diretamente de um desenho animado.
Todos seus cenários são vibrantes, cheio de cores e personalidade. Esse estilo carrega um charme especial e desperta uma sensação de nostalgia em muitos jogadores. Por outro lado, acaba evidenciando um leve, mas bem leve serrilhado em alguns objetos do cenário, é discreto, mas perceptível para os jogadores mais atentos e críticos… assim como eu ehehehe.

A ambientação é outro grande ponto, pois é cheia de vida, cheia de detalhes, há partes urbanas e industriais, partes do campo, partes de praia e montanhas com cachoeiras, e um detalhe que achei diferente, mesmo que você esteja em alta velocidade, os cenários não se repetem, cada mapa que você desbloqueia é único.
Por apresentar uma saturação elevada, bem como um brilho geral, toda a parte gráfica do jogo ganha um charme a mais, pois acaba se destacando entre os lançamentos recentes do mercado de jogos.
Gameplay frenética e manobras à lá Tony Hawk
A gameplay de Denshattack é, sem dúvida, um dos grandes destaques do jogo. Ela lembra bastante o estilo dos jogos da franquia Tony Hawk, principalmente pelo foco constante em manobras enquanto você avança pelo cenário na velocidade da luz com um trenzinho. E pode ficar tranquilo: o jogo tem tutorial, então você não é simplesmente jogado no meio da zona sem nenhuma explicação.
Mas ainda assim, esse tutorial poderia ser um pouco mais desenvolvido. Como o ritmo é extremamente frenético e tudo acontece muito rápido, é fácil se perder nas primeiras tentativas. Em questão de segundos você já está desviando de obstáculos, trocando de trilho e tentando mandar manobras no meio do caminho. Não é difícil de entender, mas exige atenção, especialmente no começo.

Falando das manobras, é aí que a comparação com Tony Hawk fica ainda mais evidente. Você pode mandar Ollies, Flips e várias outras combinações enquanto o trem avança sem parar. E é justamente nesse ponto que o uso do controle se torna quase obrigatório, já que executar essas manobras pelo analógico é muito mais natural e preciso do que no teclado. A resposta é imediata, e encaixar combos no ritmo acelerado do jogo fica bem mais intuitivo.
E sim, é simplesmente insano ver um trem se comportando como um skate. A proposta é absurda na teoria, mas funciona muito bem na prática.
Quando você está pilotando, o trem não para por conta própria, ele segue em frente o tempo todo, até onde houver trilho. Se a pista acaba ou surge um obstáculo, a responsabilidade é toda sua, e você deve trocar de faixa rapidamente, pular por cima do que estiver no caminho ou reagir em frações de segundo.
Essa sensação constante de movimento mantém a adrenalina e atenção lá em cima e faz com que cada erro seja consequência direta da sua falta de atenção. No fim das contas, é uma gameplay simples de entender, mas intensa e precisa o suficiente para manter você sempre alerta.

A trilha sonora é perfeita
A trilha sonora de Denshattack acompanha perfeitamente a proposta do jogo. As músicas têm uma energia lá em cima, combinando totalmente com a velocidade das manobras e com o ritmo acelerado da gameplay.
O mais interessante é que, mesmo sendo intensa para combinar com a velocidade que o jogo transmite, a trilha não apela para algo como um rock pesado ou metal, que por mais que seja muito bom, por horas e horas, pode cansar, ainda mais se repetir. Ela mantém uma pegada mais animada, que conversa muito bem com o visual e com essa vibe meio arcade que o jogo transmite.
O resultado é uma experiência sonora que empolga sem cansar. A música entra como combustível para a adrenalina, mas não rouba a cena, ela complementa.
Sem localização para PT-BR na versão DEMO…
Algo que a equipe de Denshattack está prometendo para a versão completa é uma localização dos menus e diálogos para Português Brasileiro, mas a versão DEMO disponível para imprensa não contou com este recurso.
No entanto, a localização ficará por conta dos textos, não contará com dublagem em outros idiomas que não sejam Inglês e Japonês – durante os testes foi utilizado o idioma Inglês.

Visão geral e nota de Denshattack
De uma maneira geral, Denshattack traz uma proposta diferente dos lançamentos de 2026… você pega um trem, e sai a 1000 por hora fazendo manobras, fazendo desvios e pulando por cima de obstáculos.
Os gráficos trazem um visual aconchegante e novamente diferente do padrão realista que estamos acostumados neste ano, no entanto, há a necessidade de uma aplicação um pouquinho mais intensa do anti-serrilhado, para acabar de vez com os serrotes na imagem, porém, estão em bem pouca quantidade.
A gameplay é rápida, caótica (no bom sentido) e entrega um tutorial para você não ficar totalmente perdido, as manobras são bem executadas e não há o risco de capotar por conta delas… mas por descuido seu em curvas ou por bater em paredes.
De um modo geral, é tudo equilibrado, e com isso, a nota de Denshattack fica sendo um belo 9: Manobras insanas, visual cartunizado e uma velocidade frenética!

Agradeço ao pessoal da JF Games e da Fireshine pelo envio da key de Denshattack para a elaboração da nossa review!
Confira também: Review de YAKUZA KIWAMI 3 e DARK TIES no PlayStation 5: Bom ou mais do mesmo?
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