Review de Marvel Tokon: Fighting Souls no PS5: Pancadaria com todo o MCU reunido

Marvel Tokon: Fighting Souls é simplesmente um dos jogos mais divertidos e que trazem uma boa dose de dificuldade que pude experimentar ao longo deste ano de 2026 para o PS5.

Por:
Rafael Vieira - Redator do Portal Viciados
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9 Incrível! Vibrante, insano e dificultoso na medida certa para cada tipo de jogador!
Marvel Tokon: Fighting Souls

Agosto foi um mês com diversos lançamentos, porém, Marvel Tokon: Fighting Souls ganha seu destaque por ser um dos mais aguardados deste ano, e por colocar novamente o MCU em batalha, assim como nos tempos áureos deste gênero. Mas será que a versão de PS5 está realmente boa? Vou comentar tudo nesta análise.

Como Marvel Tokon: Fighting Souls foi executado no PS5?

Marvel Tokon: Fighting Souls não possui modos gráficos a serem escolhidos no PS5 base, não sei afirmar quanto à versão de PS5 Pro, apenas possui um modo gráfico que combina alta resolução e 60 quadros por segundo estáveis. Portanto, para os testes, o console foi conectado a um monitor LG Ultragear de 24 polegadas de resolução 2560×1440 com 144Hz de taxa de atualização.

Este monitor possui suporte ao HDR10+, mas é uma pena que Marvel Tokon: Fighting Souls não traga este suporte, pois seus cenários são coloridos e diversificados, e faria uma boa diferença no resultado final da imagem, mas continua muito bonito no final das contas.

A parte sonora ficou por conta de um par de caixas em um sistema simples 2.0 e um headphone HD400S da Sennheiser – o que mostrou um equilíbrio muito bom entre graves, médios e agudos.

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Desempenho no PS5

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Marvel Tokon: Fighting Souls aterrissa no PlayStation 5 provando que a ARC System Works atingiu um ótimo patamar quando falamos de otimização. Ao contrário de muitos títulos modernos que forçam o jogador a escolher entre beleza ou fluidez, este jogo entrega um modo único e robusto: uma experiência que aparenta rodar em 4K nativo com uma nitidez muito boa.

Cada detalhe das armaduras e expressões dos heróis é apresentado com uma clareza impressionante, sem qualquer sinal de imagem borrada.

Graças a esse foco técnico, o desempenho na gameplay é nada menos que impecável. Durante os testes que realizei, a taxa de quadros se manteve perfeitamente estável em 60 FPS, sem apresentar engasgos ou quedas de frames, mesmo nos momentos de maior caos visual. Não posso dizer o mesmo do desempenho da minha habilidade no game… hehehe

Seja com a tela inundada por partículas de luz, explosões ou as complexas sequências de combos entre os heróis e vilões do MCU, a fluidez se mantém. É uma experiência sólida, onde a resposta dos comandos é imediata, garantindo que o espetáculo visual da nova geração nunca interfira na precisão técnica exigida por um bom jogo de luta.

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Gráficos, ambientação e cenários

Se existe algo que define a experiência visual de Marvel Tokon: Fighting Souls, essa palavra é vida. Diferente de muitos jogos de luta onde o plano de fundo parece apenas um “papel de parede” estático ou com poucos elementos vivos, a ARC System Works entregou arenas que são personagens por si só. Esqueça cenários mortos: aqui tudo é vivo e bonito.

A ambientação é um dos grandes charmes do título. Os cenários são extremamente ricos em detalhes e repletos de animações: você verá civis reagindo aos golpes, e diversos elementos clássicos do universo Marvel interagindo com o ritmo da luta. E são diversos cenários, desde Nova York, Instituto Xavier ou Wakanda por exemplo, cada um com uma paleta de cores predominante, bem como elementos ao fundo.

Um ponto que o jogo merece atenção é na sua alternância dinâmica dos fundos durante os rounds ou após golpes; a transição de um cenário para outro ocorre de forma fluida, aumentando a escala cinematográfica de cada combate.

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Conforme comentei acima no tópico de desempenho, pelo fato de Marvel Tokon: Fighting Souls rodar em aparentes 4K nativos, o resultado final de sua imagem é limpo e nítido, sem trazer serrilhados notáveis.

Curiosamente, não notei o uso de Ray Tracing em nenhum elemento das arenas ou reflexos, mas sejamos sinceros, neste jogo, não faz muita diferença. O objetivo de Marvel Tokon não é o realismo, mas sim a fidelidade às raízes da Marvel.

O estilo artístico opta por uma saturação vibrante e contornos que evocam o visual de um quadrinho moderno. Aplicar reflexos ultra-realistas ou sombras por ray tracing poderia comprometer a estética estilizada (“Comic Style“) que torna o jogo tão único e fiel ao material original.

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Variedade de personagens

Quando eu disse que praticamente todo o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) está presente em Marvel Tokon: Fighting Souls, não foi força de expressão. A lista de personagens funciona como uma verdadeira enciclopédia interativa para os fãs.

A base do elenco traz, obviamente, o Capitão América liderando os Vingadores originais com Hulk e Homem de Ferro, mas a ARC System Works foi muito além do básico. Os X-Men marcam uma presença forte, com destaque para a majestosa Tempestade, com ataques especiais que preenchem toda a tela.

O jogo também abraça as novas eras e o Multiverso de forma brilhante. Você encontrará figuras como a sucessora do Pantera Negra, a Shuri, com todo o seu aparato tecnológico de Wakanda.

Para os fãs de animações e variantes exóticas, o título surpreende ao incluir até mesmo a Peni Parker (diretamente do Aranhaverso) e seu imponente Mecha, trazendo um estilo de luta único que mistura peso metálico com agilidade.

Claro que não poderiam faltar os queridinhos do público mais adulto, com os irreverentes Wolverine e Deadpool. Enquanto o Logan traz a brutalidade clássica de suas garras e uma resistência absurda, o “Mercenário Tagarela” mantém sua essência intacta: o Deadpool quebra a quarta parede o tempo todo, fazendo piadas e tirando sarro dos adversários e garantindo que o tom leve e irreverente da sua versão cinematográfica esteja presente em cada golpe especial.

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Essa variedade imensa não serve apenas para “fazer número”. Cada herói e vilão foi construído com uma mecânica de gameplay própria, fazendo com que alternar entre um soldado tático como o Steve Rogers e um lutador doido como o Deadpool exija novas estratégias e aprendizados.

Gameplay, combate e suas mecânicas

Marvel Tokon: Fighting Souls é daqueles jogos de luta que parecem simples, mas não é. Quando testei, notei de cara sua semelhança espiritual com Virtua Fighter, onde parece que é só encher seu oponente de pancada, mas está bem longe disso.

A gameplay de Marvel Tokon: Fighting Souls requer muita atenção do jogador, para isso, na primeira vez que inicia o jogo, há um tutorial bem detalhadinho de como realizar golpes fracos, fortes, chutes e combos, e claro: de como se defender, porque você vai precisar se não prestar atenção, ainda mais jogando com aqueles amigos apelões, sendo bem recomendado jogar o tutorial para aprender as mecânicas do jogo.

E você me fala: Ah Rafa, mas é só pular o tutorial e ir aprendendo conforme vai jogando. Eu concordo em partes: geralmente em jogos de luta a gente pega a manha jogando mesmo; mas em Marvel Tokon: Fighting Souls temos combos que precisam (obviamente) de combinações de botões, mas pressionados no momento certo e no timming correto, logo, faz o tutorial, vai por mim.

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Marvel Tokon: Fighting Souls apresenta um sistema de combate semelhante ao NARUTO SHIPPUDEN: Ultimate Ninja STORM 4, onde você inicia cada luta com seu personagem e mais dois suplentes, e pode utilizá-los no meio da partida, seja alternado para eles, ou utilizá-los para realizar alguns combos poderosos por meio do sistema Link Attack.

É um jogo de luta que agrada a todos os públicos, sejam os veteranos em jogos de luta, quanto àquele pessoal que só joga este gênero de vez em quando e quer experimentar algo novo, mas devido a possuir muitas mecânicas, podem considerar que o título apresenta sim uma dificuldade elevada.

A dificuldade vira um ponto questionável principalmente no contra-ataque, que consiste em esquivar e realizar um golpe no timming correto, o que pode resultar um dano alheio considerável se tal ação falhar. Você pode pular ou simplesmente apertar o D-PAD Esquerdo / Direito duas vezes rápido para esquivar.

É uma gameplay que se baseia em mais contra-ataque do que ataque, ainda mais para novos players, que ainda pegarão a manha de todas suas mecânicas. Falando agora em um ponto de charme na gameplay, temos o modo história.

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Em Marvel Tokon: Fighting Souls o modo história é conhecido como Modo Episódio, o qual é dividido em cinco histórias distintas e com aproximadamente 11 capítulos em cada, uma para cada equipe de heróis e vilões, apresentados no começo do game. Enquanto a nuance narrativa principal é sempre a mesma, acompanhamos de perto a trajetória de cada equipe.

E cada equipe em cada episódio possui personagens diferentes:

  • Vingadores Avante!: Homem de Ferro, Capitão América, Hulk e Pantera Negra – Shuri;
  • Mutantes Indomáveis: Tempestade, Wolverine, Magik e Danger;
  • Guardiões Incríveis: Homem-Aranha, Senhor das Estrelas, Ms. Marvel e Peni Parker;
  • Vanguarda Samurai: Motoqueiro Fantasma, Blade, Deadpool e Loki;
  • Senhores do Destino: Doutor Destino, Magneto, Duende Verde e Carnificina.

A cutscenes são contadas em forma de quadrinhos animados e no estilo de um mangá, pois são apresentados da direita para a esquerda.

Os demais modos incluem o tradicional modo Versus local, modo online – que requer assinatura da PS Plus e um modo diferente chamado Arcadia Rumble, que é um minigame para pontuar com seus amigos.

Uma dublagem com uma decisão polêmica

Um dos pontos altos de Marvel Tokon: Fighting Souls é, sem dúvida, o tratamento dado ao público brasileiro. O jogo chega completamente dublado em português, entregando um trabalho de interpretação excepcional.

A imersão é completa: desde os diálogos das cutscenes em estilo de quadrinhos até os gritos e bordões disparados no calor dos combates, tudo foi gravado com vozes que transmitem o peso e a personalidade de cada herói e vilão do multiverso.

No entanto, um detalhe tem gerado debates entre os fãs: a ausência da localização de alguns nomes icônicos. Diferente do que muitos cresceram ouvindo, os personagens são chamados pelos seus nomes em inglês no meio das falas em português.

Review de Marvel Tokon: Fighting Souls no PS5: Pancadaria com todo o MCU reunido

Então, prepare os ouvidos para ouvir citações a Storm (em vez de Tempestade), Captain America (em vez de Capitão América) e nomes compostos sendo mantidos na língua de origem.

Em termos gerais, a dublagem recebe nota 10 pela qualidade técnica, mas a sonoridade causa uma estranheza imediata. Essa “quebra” no fluxo da frase, onde uma palavra em inglês se mistura ao outro idioma, soa “artificial”, mas tudo indica que a decisão não partiu do estúdio de dublagem.

Ao que pude constatar, essa decisão pode se tratar de diretrizes rígidas de marca da Marvel e da Disney, que visam padronizar os nomes dos heróis globalmente para fins de marketing e merchandising.

Visão geral e nota de Marvel Tokon: Fighting Souls

Marvel Tokon: Fighting Souls é simplesmente um dos jogos mais divertidos e que trazem uma boa dose de dificuldade que pude experimentar ao longo deste ano de 2026 para o PS5. Seus gráficos são lindos, é como jogar um desenho animado. Sua trilha sonora combina perfeitamente com cada batalha e cada momento, tornando as cenas únicas.

Seus cenários são coloridos e cheio de vida, e a variedade dos personagens é boa e conta com diversos heróis do MCU. Porém, a única crítica – tirando a dificuldade, que é um ponto de jogador para jogador – é a decisão da Marvel na dublagem.

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No Brasil, todos cresceram ouvindo os nomes dos heróis localizados, então ao entrar no game e esperar isso e não receber, é uma grande quebra de contexto e expectativa, porém, a qualidade dela como um todo é impecável, somente este detalhe da marca que causa sim uma estranheza.

No geral, após todos os testes, Marvel Tokon: Fighting Souls fica com uma bela nota 9: Vibrante, insano e dificultoso na medida certa para cada tipo de jogador!

Agradecemos ao pessoal da Sony e da ARC System Works pelo envio da key para a elaboração de nossos conteúdos.

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Variedade de personagens 9
Gameplay e suas mecânicas 9
Dublagem 9
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Rafael Vieira é Redator de Tecnologia e Games no Portal Viciados. Analista de Sistemas; desenvolvedor; cofundador da MSW Softworks e pós graduando em Segurança da Informação na PUCSP e PUCPR, Rafael combina paixão por jogos com conhecimento técnico profundo sobre software e hardware.Sua autoridade na comunidade é validada por sua atuação como Tradutor veterano no Grupo TraduMix / MixMods, uma das maiores referências em modificações de jogos no Brasil. Siga-o no Twitter/X [@rafyron] e Instagram [@rfayron_] para insights sobre desenvolvimento e cultura gamer.