Review técnica de The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered no PS5 e no PC

Será que The Witcher 3: Wild Hunt - Remastered está realmente bom? Testamos no PS5 e no PC para comparar as versões!

Por:
Rafael Vieira - Redator do Portal Viciados
The Witcher 3 Wild Hunt Remastered PS5 Portal Viciados

A versão remasterizada de The Witcher 3: Wild Hunt chegou no dia 29 de setembro, e após uma rodada de testes, pude elaborar um breve comparativo entre o PS5 Base e a versão do game para PC na Steam. Mas antes do comparativo, precisamos comentar sobre a versão para os consoles de mesa.

Vale dizer que por ser uma review de elementos técnicos, não teremos uma nota, apenas um veredito.

Review técnica de The Witcher 3: Wild Hunt - Remastered no PS5 e no PC

Como The Witcher 3 foi executado no PS5?

A fim de testar da melhor forma possível, The Witcher 3 foi executado das duas maneiras disponíveis no console, e ambas tiveram resultados um pouco estranhos em relação à versão de PS5 anterior.

O PS5 estava conectado a um monitor LG Ultragear de 24 polegadas, com resolução de 2560×1440 e taxa de atualização de 144Hz. Além disso, o monitor e o jogo contam com suporte ao HDR.

A versão de PlayStation 5

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No passado, The Witcher 3: Wild Hunt já havia recebido um upgrade gratuito para quem já tinha a versão da antiga geração. Conhecida como Next-Gen Update, contava com diversas melhorias para PS5, bem como XBOX Series X/S e PC.

No console da Sony, o título de Geralt recebeu uma boa moral, com efeitos de iluminação e reflexos por ray tracing, suporte a taxa de quadros maiores, bem como melhor modelagem dos personagens, distância de renderização ampliada quando vemos o horizonte, e controles que passaram por uma repaginada mas sem perder a essência da versão de PS4.

Era uma versão que já carregava consigo melhorias de um jogo que foi o GOTY de 2015. Até mesmo seu desempenho em ambos os modos gráficos, ou TAXA DE QUADROS ou TRAÇADO DE RAIOS, era bem estável, visto que rodavam a 60 e a 30 quadros por segundo respectivamente, e sem apresentar muitos travamentos ou stutterings durante a gameplay.

Review técnica de The Witcher 3: Wild Hunt - Remastered no PS5 e no PC

Havia sim alguns pontos que poderiam ser melhor, mas no geral, foi uma versão que trouxe melhorias bem-vindas, ainda mais por ser gratuito. Porém, essa nova atualização de The Witcher 3: Wild Hunt meio que quebrou um pouco o console, e eu explico.

A nova versão de PlayStation 5: Remastered

A nova versão, The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered, trouxe melhorias? Sim, trouxe sim: o jogo está com texturas mais definidas; os personagens tiveram mais alguns detalhes adicionados, é possível notar bem a utilização de dispersão subsuperficial (subsurface scattering), que simula a luz entrando e saindo da pele; o jogo está mais colorido e vivo e parece que conta com mais elementos no cenários.

Além disso, você pode adicionar MODS! Sim, mods… modificações feitas pela comunidade, que vão desde skins para o Geralt e companhia, até elementos que alteram a gameplay. E como essa versão está disponível no PC, seu save será transferido caso tenha uma conta da CDPR vinculada a alguma plataforma.

Mas precisamos falar dos problemas da versão… seus modos gráficos

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Modo taxa de quadros VS traçado de raios

Tá certo que são os mesmos modos gráficos em teoria, mas The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered conseguiu quebrar com o desempenho no PlayStation 5 Base. Ambos os modos não conseguem segurar uma estabilidade na taxa de quadros, sempre varia muito e é perceptível.

O modo TRAÇADO DE RAIOS é onde o jogo brilha: temos todos os efeitos de ray tracing para iluminação global, sombras e reflexos. É realmente bonito ver os reflexos de ambientes internos no piso, ou no castelo em Kaer Morhen (sim, no PS5 eu comecei um save novo). O jogo também fica em uma resolução completa e em 4K, porém nem tudo são flores.

Enquanto temos toda beleza deste modo, seu desempenho está estranho… não segura 30 quadros, é fácil ver o jogo dropando para menos de 30, as vezes podendo bater aproximadamente 25 quadros por segundo, mas é uma variância brusca na maior parte do tempo, principalmente na parte do castelo inicial, em um mundo aberto, é menos perceptível desde que não tenha muita coisa no cenário.

Review técnica de The Witcher 3: Wild Hunt - Remastered no PS5 e no PC

Mas ao mesmo tempo que pode cair, o modo Traçado de Raios pode passar dos 30 quadros e chegar em aproximadamente 35 quadros por segundo, logo, não tem uma taxa bloqueada. É o modo mais confortável de jogar até o momento.

Já o modo TAXA DE QUADROS está complicado. Não digo isso pelo fato dos sacrifícios para manter 60 quadros – já que não conta com ray tracing em nenhum ponto, nem em sombra, iluminação, nada – eu comento este ponto pelo fato de aparentar estar passando por um slow-down em certos pontos.

Assim como o outro modo, a taxa de quadros varia, de até 10FPS para menos, mas não consegue passar muito acima, já que para este modo sim tem uma trava nos 60 quadros. O PS5 Pro por ter mais poder na GPU, consegue atingir até 90 quadros por segundo.

Mas lembra do efeito slow-down, quando estamos andando neste modo, parece que o jogo está em câmera lenta ou que tem algo pesado nos puxando, é estranho e não dá para descrever em texto, mas é um efeito que está presente.

Review técnica de The Witcher 3: Wild Hunt - Remastered no PS5 e no PC

Analisando o conjunto geral, tem melhorias bem-vindas, mas o desempenho precisa de correções. Vamos agora para a versão de PC.

Hardware utilizado para os testes de The Witcher 3 no PC

Para os testes no PC de The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered, utilizei meu computador equipado com um AMD Ryzen 7 5700G – 8 núcleos e 16 threads; 32GB de RAM 3200MHz em Dual Channel; uma AMD Radeon RX 7600 de 8GB GDDR6 e um SSD da Crucial onde instalei o jogo.

O desempenho foi interessante, esta configuração sem RAY TRACING conseguiu manter uma média de 70 quadros por segundo com todas as configurações no ULTRA+; com o Ray Tracing ligado, a média caiu para 45 a 50 quadros por segundo, reduzindo algumas configurações para o ALTO e utilizando o FSR no modo Qualidade.

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A polêmica da antiga versão DX12

Antes do primeiro update, a CD Projekt RED implementou o DirectX12 no jogo… e bem… não foi uma das melhores escolhas que ela poderia ter feito. O resultado foi em diversos bugs, uma diminuição no desempenho em até hardwares de ponta da época. Na época quando atualizei, o Geralt ao nadar, ficava flicando na água.

E foi nesta versão que tivemos o problemático launcher da CDPR…

O launcher da CD Projekt RED…

Quando The Witcher 3 recebeu o update para o DX12, o launcher da CDPR – REDLauncher – chegou junto para causar discórdia, visto que anteriormente o TW3 executava somente com a Steam, e agora, precisa de um launcher secundário.

Felizmente, após diversos updates, o launcher está mais estável e não apresenta tantos problemas como antigamente – tais como perda de desempenho e travamentos totais da plataforma.

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Como está a nova versão no PC?

No geral, The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered está bem bonito no PC, visto que herdou basicamente tudo de bom que a versão de nova geração trouxe: reflexos por ray tracing e path tracing, suporte oficial a mods, texturas e personagens mais definidos e suporte a proporções diferentes de monitores.

Porém ao mesmo tempo que trouxe diversas melhorias, trouxe consigo mais alguns bugs. No dia 01/10/2026, o título foi atualizado em ambas as plataformas, mas no PC não foi suficiente.

Estou com os DRIVERS DE VÍDEO DA AMD atualizados até o momento, visto ser a versão mais recente no Adrenalin Software; e mesmo assim pude notar problemas com a iluminação, onde o Geralt acaba ficando muito mais escuro, bem como diversos elementos no cenário.

Além disso, a distância de renderização está com sérios problemas, é fácil ver diversos elementos do cenário em Novigrad pipocando na nossa frente, principalmente a noite. No céu é possível ver alguns glitchs, como se tivessem quadrados junto das estrelas; e os NPCs, por algum motivo bizarro estão vermelhos e azuis, como se estivessem mostrando a colisão.

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Não é problema de VRAM, visto que jogar com a textura no ULTRA+ ou no MÉDIO / ALTO, não fizeram a menor diferença para esses bugs – nem desativando a oclusão de ambiente GTAO (Ground Truth Ambient Occlusion) solucionou.

Em termos de FPS não tenho o que reclamar, o desempenho ficou estável, mesmo sendo uma placa que não é a mais potente de sua linha, tampouco a mais recente da AMD, mas rodou muito bem.

Veredito de The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered

The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered chegou prometendo ser basicamente a versão definitiva do GOTY de 2015, e em certos pontos eu concordo, está realmente mais vivo, mais colorido e com suporte ao ray tracing.

Porém, essas melhorias estão presentes desde a versão anterior, então não são novidades exclusivas. No entanto, trouxe consigo diversos problemas que já estão sendo corrigidos, mas que precisam de atenção – o desempenho no PS5 é o mais afetado, está inconsistente na maior parte do tempo, e nem desativando todos os recursos gráficos traz uma melhoria considerável.

O modo taxa de quadros parece enroscar enquanto jogamos, é uma sensação estranha e não garante uma fluidez em toda a gameplay. Por sua vez, o modo traçado de raios é o mais estável, mesmo que em cenas pesadas caia os FPS, mas fica mais constante e não parece ter esse efeito de slow-down, que é perceptível enquanto corremos. Mas os 30 quadros da versão anterior, a Next-Gen, estavam bem mais consistentes, e não sofriam com tantas quedas.

A versão de PC apresenta um desempenho satisfatório, porém, diversos bugs, principalmente com as placas de vídeo da AMD, precisam ser corrigidos. Em termos gráficos está realmente bonito tirando estes detalhes.

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A CD Projekt RED precisa corrigir estes erros e melhorar o desempenho geral em todas as plataformas. Do mais, em termos de gameplay, ambientação, enredo, não há o que comentar, continuam incríveis.

NOTA: The Witcher 3: Wild Hunt foi adquirido por mim no PS5 em 2025, e no PC em 2021 – então, vi ambas as versões antes do update.

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Rafael Vieira é Redator de Tecnologia e Games no Portal Viciados. Analista de Sistemas; desenvolvedor; cofundador da MSW Softworks e pós graduando em Segurança da Informação na PUCSP e PUCPR, Rafael combina paixão por jogos com conhecimento técnico profundo sobre software e hardware.Sua autoridade na comunidade é validada por sua atuação como Tradutor veterano no Grupo TraduMix / MixMods, uma das maiores referências em modificações de jogos no Brasil. Siga-o no Twitter/X [@rafyron] e Instagram [@rfayron_] para insights sobre desenvolvimento e cultura gamer.
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