Adeus à depressão, olá Uncharted: Resonance: A Plague Tale Legacy é uma grata surpresa

Se você achava que ia encontrar mais uma história deprimente sobre ratos e doenças, prepare-se para ter suas expectativas completamente subvertidas.

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Portal Viciados - Redação do Portal Viciados
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9 Muito bom!
Se você achava que ia encontrar mais uma história deprimente sobre ratos e doenças, prepare-se para ter suas expectativas completamente subvertidas.

Sabe aquele jogo que você não dá absolutamente nada por ele e, de repente, ele consome o seu final de semana inteiro? Foi exatamente isso que aconteceu com Resonance: A Plague Tale Legacy.

Nós tivemos a rara oportunidade de testar o jogo antes do lançamento oficial, um milagre, considerando que a gente costuma ser bem crítico e as empresas fogem da gente, e a surpresa não poderia ter sido mais positiva.

Confira a nossa review em vídeo no player abaixo:

Confira no YouTube: O VEREDITO de RESONANCE: A PLAGUE TALE LEGACY

Desenvolvido pelo Asobo Studio, uma desenvolvedora que tem um dos currículos mais malucos e fascinantes da indústria (são os mesmos caras que fizeram de Garfield e jogos da Pixar como Ratatouille e Wall-E até o Flight Simulator e a franquia original Plague Tale), este novo título chega às prateleiras no dia 27 de agosto.

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Para a minha surpresa, Resonance pega a fórmula da franquia e joga pela janela, entregando um dos títulos mais surpreendentes e divertidos de 2026. Se você achava que ia encontrar mais uma história deprimente sobre ratos e doenças, prepare-se para ter suas expectativas completamente subvertidas.

Campanha de Resonance: A Plague Tale Legacy

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A história de Resonance: A Plague Tale Legacy funciona como uma prequel, um spin-off focado não em Amicia e Hugo, mas sim em Sophia, a contrabandista que conhecemos em A Plague Tale: Requiem.

A trama acompanha a vida dela desde a infância até se transformar na criminosa sagaz que vimos no jogo anterior. O grande diferencial aqui é a completa mudança de tom: esqueça a praga, esqueça a morbidez. A vibe do jogo está muito mais próxima de um Uncharted ou de um Tomb Raider clássico do que de um Plague Tale.

Acompanhamos Sophia e seu bando em uma série de golpes e caças a tesouros ao redor do mundo. A missão principal gira em torno de um artefato roubado que abre caminho para uma ilha grega misteriosa, um lugar com o qual Sophia inexplicavelmente tem sonhos recorrentes.

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Essa ilha carrega fortes laços com lendas antigas, em especial o mito do Minotauro e o império do Rei Minos. O jogo brilha ao entregar um ritmo frenético e perfeitamente equilibrado durante as suas 12 a 15 horas de duração.

O tempo voa porque o pacing é impecável: você assiste a uma cutscene interessante, resolve um puzzle em ruínas gregas vastas e semiabertas, passa por seções de plataforma imensas e entra em combates viscerais, sem nunca deixar a experiência ficar maçante.

O problema real da campanha é o final da história. O desfecho decepciona profundamente por dois grandes motivos. Primeiro, porque ele acaba reciclando conceitos e ideias já muito batidas dos dois primeiros jogos da franquia, soando como uma repetição desnecessária.

Segundo, e talvez o mais frustrante para quem gosta de história, é a maneira como o roteiro lida com os mitos gregos e figuras históricas reais.

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Há uma desconstrução agressiva e forçada de personagens clássicos para encaixar mensagens sociais modernas, a famosa “lacração”. Guerreiros lendários e engenheiros reais tiveram suas etnias e gêneros alterados sem qualquer propósito narrativo coerente, e figuras que deveriam ser imponentes foram transformadas em vilões caricatos apenas para provar um ponto.

Para quem curte a mitologia grega e esperava algo na pegada mais respeitosa com o material de origem, pode acabar com um gosto bem amargo na boca.

Resonance abraça a ação da gameplay de peito aberto

Resonance abraça a ação da gameplay de peito aberto

Se os jogos originais pecavam por uma jogabilidade que se tornava repetitiva logo na primeira hora, focada em stealth e em atirar pedras,

Resonance abraça a ação de peito aberto. Sophia não é um brutamonte como Kratos; ela é pequena, mirrada, mas extremamente letal, ágil e joga sujo.

O combate é focado no uso de adagas, espadas curtas e golpes corporais rápidos, exigindo reflexos afiados do jogador. E o jogo não perdoa: você tem basicamente uma tolerância de três acertos antes de morrer.

Essa fragilidade obriga o jogador a dominar o sistema de esquivas, arremessos de armas inimigas para atordoamento e combos cinematográficos incríveis, tornando cada encontro brutal, viciante e extremamente satisfatório.

A exploração e a progressão também receberam melhorias gigantescas. O jogo possui áreas semiabertas belíssimas onde ele simplesmente solta a sua mão. Não há marcadores brilhantes na tela ou setas gigantes te chamando de idiota; em vez disso, você usa um diário com desenhos e mapas do tesouro para deduzir o caminho, investigar as ruínas e resolver puzzles enormes. É uma sensação maravilhosa de descoberta.

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Além disso, a progressão de Sophia é visual e mecânica. Em vez de coletáveis inúteis que ficam escondidos em um menu que você nunca mais vai abrir, tudo o que você acha no mundo, Sophia veste. Se você explora uma tumba opcional e acha anéis, pulseiras ou moedas, ela coloca tudo no corpo ou no cabelo.

É fantástico ver a evolução visual dela de uma pessoa comum para a contrabandista cheia de joias de Requiem. A exploração dessas tumbas também recompensa o jogador com novas armas que mudam a gameplay, como espadas que causam sangramento contínuo, e pontos para gastar em uma árvore de habilidades.

Cada habilidade possui uma maestria dupla, permitindo que você personalize o estilo de jogo, como escolher entre dar duas esquivas rápidas seguidas ou transformar a segunda esquiva em um ataque em área.

O lado técnico da Asobo Studio em Resonance: A Plague Tale Legacy

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A expertise do Asobo Studio com motores gráficos fotorrealistas entra em cena com força total aqui. Graficamente, Resonance é um absurdo de lindo. O nível de detalhes nos modelos dos personagens é impressionante, permitindo que você veja cada poro, cicatriz, arranhão e expressão facial com uma clareza assustadora.

O level design não fica atrás, entregando cenários estonteantes que vão te fazer parar a cada cinco minutos apenas para tirar fotos no modo fotografia. A trilha sonora original também merece aplausos de pé, sendo emocionante, única e casando perfeitamente com a dublagem original em inglês, que tem atuações dignas de cinema.

Um problema para os fãs brasileiros

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Mas nem tudo é perfeito na parte técnica. O maior balde de água fria para o público brasileiro é a total ausência de dublagem em PT-BR. O jogo conta com textos e legendas no nosso idioma, mas a falta das vozes em português é um ponto negativo que certamente vai frustrar muita gente.

Outro detalhe bem menor, mas perceptível, é que como os gráficos são tão absurdamente realistas, algumas animações mais “durengas” de parkour ou de combate acabam destoando do resto, causando um leve estranhamento no meio da ação.

Por outro lado, a otimização no PC é impecável. Rodando com tudo no “Ultra“, a taxa de quadros se manteve perfeitamente estável, sem engasgos ou travamentos.

E o mais impressionante para a indústria atual: não encontramos um único bug. Sem inimigos atravessando paredes, texturas não carregando ou crashes para a área de trabalho. O jogo já está redondo e pronto para jogar desde o dia zero.

Um jogo focado no singleplayer!

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Aqui nós temos uma experiência puramente clássica e focada. Resonance é um jogo de campanha single-player e ponto final. Não há modos multiplayer, não há um modo cooperativo e não existem missões secundárias simplórias para inflar o tempo de jogo.

Um ponto negativo em relação ao conteúdo é a total ausência de um modo New Game+. Uma vez que você zera a campanha, o único conteúdo extra que sobra é a possibilidade de rejogar missões específicas através de um menu para tentar coletar algum artefato que ficou para trás, o que limita bastante o fator replay a longo prazo.

O verdadeiro debate aqui fica por conta da precificação. Se você joga no PC, o jogo está saindo na Steam por cerca de R$ 180. Por esse valor, é uma pechincha; você está pagando o preço de um jogo “AA” por uma experiência com qualidade e polimento de “AAA”.

O nosso veredito para Resonance: A Plague Tale Legacy

O nosso veredito para Resonance: A Plague Tale Legacy

No entanto, a conversa muda de figura nos consoles. Custando salgados R$ 340 no PlayStation e no Xbox, a recomendação fica mais difícil. Se no PC ele é uma compra instantânea, nos consoles o ideal é colocar na lista de desejos e aguardar uma boa promoção.

Resonance: A Plague Tale Legacy é uma das maiores e melhores surpresas do ano. Ele pegou uma base que muitos achavam monótona e a transformou em uma aventura ágil, instigante e visualmente de cair o queixo, muito superior aos seus antecessores em termos de pura diversão. É um deleite para qualquer fã de jogos de ação e aventura no estilo Uncharted, Tomb Raider e afins.

O jogo tropeça com certa força na reta final da história, fazendo alterações controversas e desrespeitosas na mitologia grega que vão irritar os puristas, e a ausência de um New Game+ ou dublagem em português faz falta.

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Porém, esses deslizes não conseguem apagar o brilho de uma campanha absurdamente cativante, um combate visceral e um mundo que clama para ser explorado. É, sem sombra de dúvidas, um dos melhores jogos de 2026. Se estiver no PC, vá sem medo. Nos consoles, espere o preço cair, mas não deixe de jogar.

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Nota Final 9
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