A polêmica do PlayStation em torno da decisão de abandonar a produção de jogos em disco a partir de 2028 continua gerando fortes reações da comunidade, e agora, consequências práticas.
Após uma enxurrada de críticas que rapidamente escalaram para insultos e comportamentos tóxicos, a divisão japonesa da Sony decidiu agir e implementou novas diretrizes de comportamento para proteger seus funcionários contra o assédio de clientes.

A indignação dos jogadores já vinha se manifestando em peso nas redes sociais. Recentemente, um novo comercial do PlayStation e a última transmissão do State of Play foram bombardeados por comentários negativos relacionados ao iminente fim da mídia física.
Em um comunicado oficial estabelecendo as novas regras, a empresa do PlayStation foi categórica:
“Nossa empresa se compromete a fornecer um serviço honesto, para que nossos clientes possam utilizar nossos produtos e serviços com tranquilidade, e damos grande importância ao feedback dos usuários para melhorar nossos serviços. Por outro lado, a dignidade e a segurança dos nossos funcionários não devem ser ameaçadas por assédio de clientes, como palavras ou exigências que ultrapassam o que é considerado razoável pelas normas sociais.”
Entre os exemplos de comportamentos classificados como inaceitáveis pela Sony estão:
- Solicitações insistentes, repetidas ou prolongadas;
- Exigências excessivas ou irracionais por compensações ou pedidos de desculpas;
- Uso de linguagem ofensiva, ameaças e difamação.
O fim da era “o cliente tem sempre razão” no PlayStation?

Embora a medida da Sony pareça uma resposta à fúria dos fãs do PlayStation, ela está inserida em uma mudança estrutural no Japão.
A nova política de proteção aos funcionários está alinhada a uma lei nacional, em vigor desde outubro do ano passado, que obriga os empregadores de todo o país a adotarem medidas rigorosas para prevenir o assédio de clientes contra os trabalhadores.
Segundo a organização Uni Global Union, a legislação representa uma mudança cultural gigantesca no mercado de trabalho japonês. O país está oficialmente abandonando a tradicional mentalidade de que “o cliente tem sempre razão” para focar na tutela e na saúde mental de seus trabalhadores.
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Fonte: multiplayer.it







