Review de Beast of Reincarnation no PS5: A Game Freak não faz somente Pokémon, mas ainda tem o que aprender

Beast of Reincarnation é a nova aposta da Game Freak, mas será que eles realmente acertaram e fizeram um bom trabalho no PS5?

Por:
Rafael Vieira - Redator do Portal Viciados
Beast of Reincarnation PS5 Slim Review Rafael Portal Viciados
7.4 OK! Direção de arte belíssima, mas não reinventa a roda e precisa de melhorias.
Beast of Reincarnation

Beast of Reincarnation chegou para mostrar que a Game Freak não está amarrada aos jogos Pokémon para os consoles da Nintendo, porém, ao mesmo tempo que mostra reinvenção, mostra que ainda precisam se aprimorar para explorar este estilo novamente. Vou comentar todos os detalhes nesta análise.

Como Beast of Reincarnation foi executado no PS5

Beast of Reincarnation foi executado em sua maior parte do tempo, com exceção em momentos de comparativos, no Modo Qualidade, porém, deixo claro que ambos foram testados, mas preferi seguir no qualidade por uma questão que irei comentar nos tópicos dedicados ao desempenho e gráficos em si.

O PlayStation 5 por sua vez estava conectado a um monitor LG Ultragear de 24 polegadas com resolução 2K – 2560×1440 -, com 144Hz de taxa de atualização e suporte ao HDR10. Na parte do áudio, testei em caixas de som separadas e em um headphone da Sennheiser HD400S conectado no DualSense do PS5.

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Um desempenho fraco no PS5

Iniciaremos a review comentando sobre o desempenho de Beast of Reincarnation no PS5 Base. A Game Freak precisa aprimorar urgentemente o desempenho no console de nona geração da Sony – não vou ser o chato que condenará completamente o jogo por causa de uma flutuação na taxa de quadros, mas não está muito legal.

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Este lançamento me lembrou de Code Vein II, que no momento da review comentei sobre seu desempenho desequilibrado, e o mesmo acontece aqui. Quando selecionamos o Modo Qualidade, que busca atingir 30 quadros por segundo com uma resolução alta, a taxa de quadros não fica nesta predefinição, já que se olharmos para o chão ou para o céu, a taxa de quadros é desbloqueada e atinge quase 60 quadros por segundo.

No entanto, mesmo com essa variância, é o modo mais estável dentre os disponíveis na versão base do PlayStation 5.

Review de Beast of Reincarnation no PS5: A Game Freak não faz somente Pokémon, mas ainda tem o que aprender

Já o Modo Desempenho tem muitos sacrifícios para atingir os 60 quadros por segundo. A começar por uma implementação agressiva de upscaling, que deve ser o AMD FSR, já que é possível ver a presença de ghosting ao redor da nossa protagonista Emma e Ko, seu lobo.

Além disso, a resolução também sofre um corte e fica bem mais borrado o visual final neste modo.

Porém, estes cortes não garantem 60 quadros por segundo estáveis o tempo todo, já que há uma flutuação de desempenho ainda mais notável em relação ao Modo Qualidade. Durante o combate é perceptível o jogo dando umas travadas e dropando frames, o que acaba incomodando, ainda mais em momentos de muita ação.

Para demonstrar e iniciarmos o próximo tópico, veja o comparativo que fizemos, incluindo trechos de gameplay durante o combate:

Modo qualidade x Modo desempenho: E o ray tracing?

Vamos comentar agora sobre os gráficos em cada um dos modos de uma maneira geral. Quando jogamos no modo que prioriza os gráficos, temos todo o vislumbre de uma floresta densa, de pequenas construções espalhadas no mapa, e de pequenas lagoas, as quais são afetadas por uma iluminação global e reflexos feitos com ray tracing, mesmo que de maneira tímida.

Não há a presença de muitos serrilhados visíveis durante a exploração no mundo aberto, mas há muito serrilhado quando vemos a Emma no menu de inventário, independente do modo, está bem visível que está em uma resolução inferior e faltando um polimento mais adequado para tal.

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A resolução neste modo também é alta, se aproximando de um 4K – diria que fica em um 4K dinâmico com upscale a partir de 1440p ou alguma resolução próxima a isso – o que mina o serrilhamento durante a exploração, e garante a melhor estabilidade na maior parte do tempo, a menos que olhe muito para o céu ou para o chão, mas não dropa muitos frames durante o combate ou exploração em si.

Review de Beast of Reincarnation no PS5: A Game Freak não faz somente Pokémon, mas ainda tem o que aprender

Beast of Reincarnation utiliza a Unreal Engine 5.4.4, e neste modo priorizando os gráficos, vemos toda a beleza do motor gráfico escolhido pela Game Freak, porém, quando vamos para o modo de 60 quadros por segundo, os cortes são drásticos.

Que a Unreal Engine 5 consegue escalonar para cima ou para baixo isso é fato, mas Beast of Reincarnation está com uma qualidade questionável no modo desempenho, que faz lembrar em alguns momentos, em minha opinião, jogos do início do PlayStation 4 – não que seja ruim, mas não é o padrão que esperamos para a nona geração de consoles.

Graficamente falando, o modo desempenho perde diversos elementos de sombra e de iluminação global, bem como seus reflexos que são simplificados, o que me parece que desativa o ray tracing e volta a somente utilizar o SSR, que são os Reflexos no Espaço de Tela.

Além disso, o jogo como um todo fica com um aspecto mais borrado devido ao FSR, já que renderiza em uma resolução menor para garantir os 60 quadros por segundo – e nem isso está acontecendo constantemente.

Review de Beast of Reincarnation no PS5: A Game Freak não faz somente Pokémon, mas ainda tem o que aprender

Durante o combate, ou ao passar por uma área com uma vegetação mais densa, como no lago com flores do vídeo, o jogo engasga e cai para menos de 50 quadros por segundo.

A taxa de quadros por ser desbloqueada varia muito, em momentos podemos perceber que passa da casa dos 60 quadros (ao menos é essa a sensação), mas em contrapartida há momentos que ficam abaixo dos 60 quadros, ocasionando travamentos. É necessário uma boa revisão nestes modos.

Direção de arte e ambientação

Beast of Reincarnation possui uma direção de arte muito, mas muito bonita, isso é algo que me chamou a atenção independente do modo gráfico escolhido. As cutscenes são bem animadas e com uma grande riqueza de detalhes, não havendo uma transição brusca entre o que é pré-renderizado e a gameplay em si, ao mesmo passo de Grand Theft Auto V ou Red Dead Redemption 2.

E um detalhe, Beast of Reincarnation permite escolher a taxa de quadros das cutscenes: você pode escolher 24 quadros cinematográficos, ou deixar que o modo gráfico escolhido conduza as cenas, o que pode atingir 60 quadros se preferir o modo desempenho. Durante os testes que realizei, optei por travar em 24 quadros.

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Os ambientes fechados ganham profundidade com sombras intensas e iluminação global que afetam todo o ecossistema, e os ambientes abertos possuem névoa em algumas partes, e uma chuva que modela o cenário, ajustando os níveis de reflexos e iluminação.

A ambientação é outro ponto de destaque. Conforme andamos pelo mapa, Emma e Ko criam um rastro de plantas e flores, que vão sumindo depois de um tempo, mas que vão modelando o cenário. Ko também pode entrar na terra, o que aumenta a vegetação daquela área por um determinado período.

Falando no lobo, ele não tem física aplicada, ou seja, nossa protagonista simplesmente atravessa seu companheiro, bem como algumas árvores, que simplesmente são de papel e permite com que passamos por ela.

Mas ignorando a falta de física, Beast of Reincarnation possui uma direção de arte muito bonita, mesmo que seus gráficos sofram alguns cortes no modo desempenho.

Review de Beast of Reincarnation no PS5: A Game Freak não faz somente Pokémon, mas ainda tem o que aprender

Combate e mecânicas de gameplay

Beast of Reincarnation possui um combate que lembra muito os souls-like como Dark Souls e Elden Ring, até mesmo o menu lembra bastante o visual dos jogos da FromSoftware. É um combate que exige atenção, já que seus inimigos são fortes e nem sempre você consegue aparar um de seus golpes.

Você consegue atacar com golpes fracos apertando R1, e acertar golpes letais com o mesmo botão quando a vida do inimigo já está em menos da metade.

Review de Beast of Reincarnation no PS5: A Game Freak não faz somente Pokémon, mas ainda tem o que aprender

Ao apertar L3 e R3 ao mesmo tempo com a barrinha cheia, um golpe mais forte é deferido ao seu oponente, o que causa um dano mais acentuado. Além de espadas, você possui uma besta, que defere um dano considerável no oponente.

Outro detalhe é: SE ESQUIVE! Sempre que for entrar em combate, lembre-se sempre de esquivar apertando o BOLINHA, correr, pular e aparar os golpes dos inimigos; mas além disso, o Ko te ajuda no combate, ao apertar TRIÂNGULO você abre o menu de interação do lobo, e é possível selecionar um ataque, que será ainda mais eficaz se acertar o QTE Quick Time Event – no tempo certo.

Review de Beast of Reincarnation no PS5: A Game Freak não faz somente Pokémon, mas ainda tem o que aprender

É um combate que é dificultoso e exige atenção, o jogo te entrega diversos tutoriais, o que é bom, mas na minha opinião poderia ser mais explorado. Beast of Reincarnation tem um combate preciso, mas que se torna repetitivo após um determinado tempo de gameplay, ainda mais pelos inimigos serem basicamente os mesmos.

Outra mecânica que foge do combate, mas pode te ajudar, é a utilização do cabelo de Emma para construir pontes e acessar locais mais altos – basta mirar para onde deseja construir, e melhorar sua mobilidade.

Há fogueiras para descansar e aprimorar suas habilidades nas árvores de habilidades e melhorar seus equipamentos de combate.

Modo foto?

Não tem modo foto.

Beast of Reincarnation não apresenta um modo foto, nem uma ferramenta simples para capturar algumas cenas durante o jogo. Mas assim como vimos em outros lançamentos, pode chegar em outras atualizações. SAROS não tinha modo foto e recebeu após alguns updates no console.

Review de Beast of Reincarnation no PS5: A Game Freak não faz somente Pokémon, mas ainda tem o que aprender

Trilha sonora

Beast of Reincarnation possui uma trilha sonora calma e agitada no momento certo. Quando andamos livremente pelo mapa, há uma trilha que acalma, como se fosse um lo-fi cantado em japonês; e quando entramos em combate, a música vai se intensificando, assim como vemos em outros jogos.

No entanto, a música de exploração é repetitiva, e você vai ouvi-la várias e várias vezes, pelo menos é uma música boa de ouvir. As músicas das cutscenes e dos menus são muito lindas.

Áudio e localização: É dublado?

Beast of Reincarnation chegou com somente localização em Português do Brasil para todo o seu conteúdo, não notei falta ou erro de grafia. Quanto ao seu idioma de voz, temos somente Japonês e Inglês – opção a qual escolhi durante os testes realizados.

Visão geral e nota de Beast of Reincarnation

De uma maneira geral, Beast of Reincarnation prova que a Game Freak consegue fazer algo que não seja um jogo Pokémon para a Nintendo, porém, assim como comentei no início da análise, mostra que ela quer inovar, mas ainda precisa melhorar.

O desempenho no PlayStation 5 base está complicado, não há uma estabilidade boa em nenhum dos modos: Qualidade não trava em 30 e o Desempenho não trava em 60 quadros, é visível as quedas e flutuações de desempenho.

A direção de arte é bela, mas seus gráficos não são nada de outro mundo, e a diferença entre os modos gráficos é gritante: o modo desempenho sacrifica diversos elementos de luz, sombra e resolução para melhorar a taxa de quadros, mas não consegue fazer isso de maneira satisfatória. Seu combate é dificultoso na medida certa, mas chega a ser muito repetitivo, com inimigos que variam pouco. Sua trilha sonora é boa, mas repete algumas vezes.

Após a análise de Beast of Reincarnation, a sua nota final fica sendo 7,4: Direção de arte belíssima, mas não reinventa a roda e precisa de melhorias.

Beast of Reincarnation Review Portal Viciados 2026

Agradecemos ao pessoal da Game Freak pelo envio da key para a elaboração de nossos conteúdos.

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Beast of Reincarnation
OK! Direção de arte belíssima, mas não reinventa a roda e precisa de melhorias. 7.4
Desempenho 10
Gráficos e modos gráficos 10
Direção de arte 9
Combate 7
Trilha sonora 8
Redator do Portal Viciados
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Rafael Vieira é Redator de Tecnologia e Games no Portal Viciados. Analista de Sistemas; desenvolvedor; cofundador da MSW Softworks e pós graduando em Segurança da Informação na PUCSP e PUCPR, Rafael combina paixão por jogos com conhecimento técnico profundo sobre software e hardware.Sua autoridade na comunidade é validada por sua atuação como Tradutor veterano no Grupo TraduMix / MixMods, uma das maiores referências em modificações de jogos no Brasil. Siga-o no Twitter/X [@rafyron] e Instagram [@rfayron_] para insights sobre desenvolvimento e cultura gamer.