Após a Bandai Namco ter feito uma remasterização do clássico JRPG Tales of Xillia, o qual já tem review aqui no Portal, chegou a vez de conferir Tales of Berseria Remastered, um título lançado originalmente em 2016 para PS3, e em 2017 para PS4 e para PC… será que trouxe boas melhorias ou só um aumento de resolução?
Índice da review de Tales of Berseria Remastered
Como Tales of Berseria Remastered foi executado?
Logo de cara, Tales of Berseria Remastered não possui um modo gráfico para escolher, é somente um e acabou, mas não que seja ruim, em termos de imagem, rodando em um PS5 Slim ligado a um monitor LG Ultragear de 24 polegadas com resolução 2560×1440 e taxa de atualização de 144Hz, o resultado foi uma imagem limpa e bonita, assim como se espera de uma remasterização.
Na parte do áudio, a experiência de Tales of Berseria Remastered foi sólida tanto no fone de ouvido quanto nas caixas de som (estou mencionando demais elas… qualquer hora eu mostro).

Um breve histórico de Tales of Berseria…
Lançado originalmente em 2016 de maneira exclusiva no Japão e em 2017 no resto do mundo, Tales of Berseria é um RPG desenvolvido pela Bandai Namco e faz parte da tradicional franquia Tales of. O jogo estreou inicialmente ao PlayStation 3, mas ficando restrito apenas à terra do sol nascente, PlayStation 4 e PC, marcando o aniversário de 20 anos da série.
A história de Berseria se passa no mesmo universo de Tales of Zestiria, funcionando como um prólogo ambientado milhares de anos antes dos eventos daquele jogo. Neste controlamos Velvet Crowe, uma protagonista movida por vingança após uma tragédia que transforma completamente sua vida.
Diferente de muitos títulos da franquia, que costumam seguir heróis com motivações mais clássicas, Berseria apostou em uma narrativa mais sombria e emocionalmente complexa, o que acabou por ser diferente até mesmo de Tales of Xillia, que já tem review aqui no Portal Viciados.
Tales of Berseria também marcou uma evolução geral no sistema de combate da série, refinando o tradicional estilo de batalhas em tempo real característico da franquia. Com um foco maior na liberdade de combos e na personalização das habilidades, Berseria buscou modernizar a experiência sem abandonar as raízes que consagraram os jogos Tales of ao longo dos anos.

Desempenho de Tales of Berseria Remastered no PlayStation 5
Tales of Berseria Remastered aposta em um desempenho extremamente sólido na sua versão de PS5, o que já garante um ponto positivo, mostrando que a Bandai seguiu o que fez com Xillia Remastered.
A versão original de PS4, após algumas pesquisas, rodava em sólidos 1080p com alvo em 60 quadros por segundo, o que para a geração do PS4 estava perfeito, mesmo que ainda existissem sim algumas quedas no desempenho do game. Este foi um jogo que nunca recebeu um aprimoramento para o PS4 Pro, logo, colocar o disco no PS5 reproduzirá o mesmo jogo, assim como outros jogos sem upgrade, tal qual Battlefield 4, preso nos eternos 900p.
Com a Tales of Berseria Remastered, a Bandai buscou aumentar consideravelmente a resolução e travar a taxa de quadros em 60FPS graças ao poder adicional do PS5 em relação ao PS4, o que fez com que corrigisse todos os problemas de desempenho da versão do console de oitava geração da Sony.
As mudanças técnicas também vão além da resolução e taxas de quadros. Graças ao SSD do PlayStation 5, os tempos de carregamento foram drasticamente reduzidos, praticamente eliminando as telas de loading. No PlayStation 4, iniciar o jogo a partir da dashboard levava cerca de 15 segundos, enquanto no PS5 esse tempo caiu para aproximadamente 8 segundos.

O carregamento de um save também foi bastante otimizado e o que antes levava cerca de 4 segundos no PS4 agora acontece quase instantaneamente no PS5, em cerca de 1 segundo. As informações dos tempos de loading do PS4 foram compartilhadas pelo pessoal do portal RPGSITE.
Gráficos e mais aprimoramentos
Além de trazer uma taxa de quadros estável, Tales of Berseria Remastered traz consigo diversas melhorias pontuais em seus gráficos, assim como aconteceu em Tales of Xillia Remastered.
No PlayStation 5, o título apresenta uma resolução significativamente mais alta e nítida em comparação à versão de PS4, reduzindo os serrilhados nas bordas de objetos e nos personagens.
As texturas como um todo receberam um tratamento de qualidade, ficando mais definidas e limpas. Na versão anterior, alguns elementos apresentavam uma aparência levemente borrada, algo que foi corrigido nesta remasterização.
A iluminação também recebeu ajustes pontuais, assim como as sombras, que agora ajudam a dar mais profundidade às cenas graças a um posicionamento mais preciso e uma qualidade superior. O HUD também foi aprimorado, apresentando maior definição e se encaixando melhor no contexto visual dos consoles de nona geração.
Porém, ainda assim, tratam-se de pequenas mudanças pontuais. A remasterização não tenta reinventar a roda nem reconstruir completamente o visual do jogo, mas sim aplicar melhorias bem-vindas que refinam a apresentação sem comprometer a experiência original.

Melhorias pontuais em qualidade de vida
Quando falamos em melhorias de qualidade vida, nos referimos a novos respiros que o título entrega ao jogador. Assim como comentado anteriormente Tales of Berseria Remastered traz algumas pontuais melhorias no carregamento graças ao SSD do PS5 e do Xbox Series X/S.
Além disso logo ao iniciar o jogo, você já tem acesso à Grade Shop / Loja de Grau (sim… essa é a tradução que colocaram… sair dando grau com a loja), onde é possível definir algumas melhorias, como o dobro ou triplo de experiência, combos mais fortes, capacidade do nosso inventário, desconto em alguns itens e muito mais – assim como no remaster de Tales of Xillia.
Outro ponto que chega para facilitar são os marcadores de destino no mapa, o famoso “waypoint” que permite com que se localize de maneira mais precisa no mapa para se deslocar até seu objetivo; opções para alterar ou desativar encontros com inimigos, que torna a experiência mais fácil e permite com que você apenas siga a história, sem se preocupar com o combate.

Gameplay e combate
Por se tratar de uma versão que possui o foco principalmente em melhorias visuais e de desempenho, Tales of Berseria Remastered mantém a fórmula clássica que a franquia consolidou ao longo dos anos e vimos em Xillia.
A exploração continua simples e fácil de compreender: o jogador anda por áreas relativamente abertas, conectadas por telas de carregamento, que agora são bem mais rápidas. Durante a jornada é possível interagir com diversos NPCs espalhados pelos cenários, algo que ajuda a enriquecer o mundo, deixando-o com mais vida, além de permitir expandir o contexto da narrativa.
Um detalhe interessante nesta versão é o uso do controle DualSense, que reproduz alguns diálogos diretamente pelo alto-falante do controle, especialmente durante falas de Velvet. O áudio não está abafado e apresenta uma qualidade satisfatória.
Os upgrades de níveis e de poderes ainda estão aqui com o sistema de Ars, que permite executar habilidades ainda mais poderosas, que te auxiliam na hora do combate, e podem ser acessadas a partir do touchpad do controle do PS5. Mas as sequências padrões de golpes continuam.
As Artes (Ars) funcionam como habilidades especiais que podem ser atribuídas a diferentes comandos, permitindo criar sequências de ataques personalizadas que são mais fortes que os golpes normais.

Atribuindo cada golpe a uma sequência predefinida de botões, conforme os personagens evoluem e desbloqueiam novas técnicas, o jogador pode montar combos cada vez mais complexos, combinando golpes físicos, habilidades especiais e ataques elementais.
Na imagem acima, podemos notar que diversos combos já vem definidos, mas você pode customizar… pode trocar o Lua Crescente pelo Revide Brutal e por aí vai.
Com isso, o combate fica mais dinâmico, e mesmo ativando tudo na Loja de Grau, você não fica extremamente apelão, algo que comentei na review de Xillia Remastered.

A gameplay ainda apresenta elementos customizáveis em relação ao nosso personagem, onde podemos trocar o estilo de seu cabelo, estilo de vestimentas e até mesmo zoar tudo e colocar uma máscara, e deixar o personagem assim:

O Mieu é um personagem de outro jogo da Bandai, o Tales of the Abyss, ele é uma pequena criatura da raça Cheagle, que vive na Cheagle Woods, e acaba se tornando o companheiro do protagonista Luke fon Fabre durante a aventura no referido título da Bandai.
Qualidade e trilha sonora
Tales of Berseria Remastered também aposta em melhorias perceptíveis na qualidade de áudio. A mixagem está mais equilibrada, com frequências bem distribuídas e sem que graves, médios ou agudos se sobreponham uns aos outros, resultando em um som mais limpo e consistente durante toda a experiência.
Em um título que conta com grande quantidade de diálogos, além de diversas cutscenes em estilo anime acompanhadas por músicas marcantes, uma boa mixagem faz toda a diferença. Esse equilíbrio ajuda a manter falas, trilha sonora e efeitos sonoros bem definidos, sem que um elemento acabe matando o outro.
A trilha sonora também continua sendo um dos pontos marcantes da experiência. Grande parte das composições foi produzida por Motoi Sakuraba, veterano responsável por diversas trilhas dentro da franquia e de outros grandes games como Dark Souls.
Com faixas que alternam entre momentos mais melancólicos e faixas intensas durante as batalhas, as músicas ajudam a reforçar o clima emocional da jornada de Velvet. Em cenas mais dramáticas, os arranjos conseguem acompanhar bem todo aquele peso da narrativa, enquanto nas explorações e confrontos a trilha mantém um ritmo envolvente que contribui para a imersão do jogador.

Idioma e localização
Assim como em sua versão do PS4, Tales of Berseria Remastered traz dublagem mais de um idioma, permitindo que jogadores de diferentes regiões aproveitem a experiência com maior acessibilidade.
No entanto, o título conta com dublagem em japonês e inglês, em contraproposta são bem interpretadas e capazes de transmitir com eficiência as emoções dos personagens ao longo da narrativa.
Nos textos, o jogo oferece localização para diversos idiomas, incluindo Português do Brasil. A tradução apresenta boa adaptação dos diálogos e termos utilizados no universo do jogo, mesmo que algumas inconsistências possam ser reparadas.

Visão geral e nota de Tales of Berseria Remastered
De maneira geral, Tales of Berseria Remastered consegue dar uma nova vida ao título da Bandai, que já era visualmente bonito em sua versão de PlayStation 4. As melhorias gráficas e técnicas são sutis, mas perceptíveis, já que seguem a mesma linha de Tales of Xillia Remastered, mas novamente, são mudanças básicas e caberiam um tratamento melhor, visto que nem suporte ao HDR o jogo traz e as cenas de anime poderiam estar em uma resolução maior.
Não há uma reformulação completa, ainda mais por trazer alguns pontos que poderiam ser melhores, como as imagens no menu do console, que estão borradas… e sim ajustes pontuais que tornam a experiência mais agradável sem alterar o DNA do jogo.
No que diz respeito ao combate, tudo permanece fiel ao original. Como se trata de uma remasterização, o sistema de batalha mantém suas mesmas mecânicas e ritmo característico, herdando tanto os acertos quanto as limitações já conhecidas pelos fãs.
Ainda assim, a fluidez aprimorada e a estabilidade da taxa de quadros tornam a jogabilidade mais confortável, reforçando a qualidade do que já era um dos pontos fortes da aventura, mas se limita a isso, são poucas mudanças, assim como apontei no Xillia.
Pelo menos, um ponto de acerto é a localização, que sim, isso é superior ao outro título da série. Com isso, após os comentários, Tales of Berseria Remastered fica com a nota 8,4: Boas melhorias que refinam a experiência, mas que poderiam ir um pouco além.

Agradecemos ao pessoal da Bandai Namco e da TheoGames pelo envio da key para a elaboração dos nossos conteúdos!
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Tales of Berseria Remastered
| Lançamento | 26 de fevereiro de 2026 |
|---|---|
| Gênero | Jogo de RPG |
| Desenvolvedora | D.A.G Inc. |
| Plataformas |




