A era de Phil Spencer na Microsoft Gaming chegou ao fim, e com ela, uma montanha-russa de emoções para o público brasileiro fã de Xbox.
Se por um lado o “Tio Phil” salvou a marca após o Xbox One, os últimos dois anos deixaram um gosto amargo por aqui no Brasil.

Hoje, ao assumir o trono da Microsoft Gaming, Asha Sharma herda não apenas um império de estúdios como a Activision Blizzard, mas uma comunidade apaixonada no Brasil que se sente, cada vez mais, deixada para trás.
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O fim do “custo-benefício” do Xbox no Brasil

Não há como suavizar as palavras: o Xbox parece ter esquecido que o Brasil existe. O Xbox Series S, que nasceu com a promessa de ser a porta de entrada acessível para a nova geração, hoje protagoniza uma distorção de mercado bizarra: na maioria das lojas, ele custa mais caro que um PlayStation 5.
A estratégia de “custo-benefício” morreu antes mesmo do jogador chegar ao caixa. Somado a isso, o valor do Game Pass, que era o nosso maior orgulho, tornou-se proibitivo para muitos, e a falta de estoque físico nas grandes varejistas sugere que a Microsoft desistiu de disputar as prateleiras brasileiras.
O perigo de ignorar o país do GTA 6

Em um ano onde o mundo vai parar para GTA 6, dificultar a entrada de novos jogadores é um erro estratégico que pode ser fatal, até para o futuro console, que sabemos que está em desenvolvimento.
Enquanto a concorrência se solidifica, o Xbox parece focado apenas em manter quem já tem o console, criando barreiras imensas para quem quer chegar agora. O Brasil é um dos mercados que mais consome Xbox no mundo; tratar essa base com descaso é abrir mão de um território conquistado com muito suor na era 360.
Nossa mensagem para Asha Sharma

Asha, em seu primeiro discurso, você prometeu que os jogos continuarão sendo arte criada por humanos. Nós pedimos que essa humanidade se estenda também ao olhar comercial para o Brasil. Phil Spencer fez um trabalho inicial incrível, mas algo mudou e a conexão se perdeu.
Nós queremos continuar verdes. Queremos que o Xbox cresça, que os consoles voltem às lojas com preços justos e que o Game Pass volte a ser viável para o trabalhador brasileiro.

Em suma, o Brasil não é apenas um mercado de “nuvem”; somos jogadores que amam o hardware e a história da marca. Olhe para o Brasil com carinho, Asha. Ainda há tempo de recuperar o brilho do Xbox em terras brasileiras.
Confira também: Fim de uma era: Phil Spencer se aposenta e Sarah Bond renuncia ao comando do Xbox
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