A comunidade PlayStation foi pega de surpresa neste fim de semana por uma mudança silenciosa, mas drástica, nas políticas de direitos digitais da Sony.
Usuários começaram a notar uma nova trava de segurança (DRM) nos jogos comprados digitalmente na PlayStation Store: um cronômetro de 30 dias de validade. O pior de tudo é que a medida soa como uma amarga ironia para quem lembra da lendária guerra de consoles da geração passada.
A história ganhou tração graças a Lance McDonald, famoso modder (conhecido pelo patch de 60fps de Bloodborne), que expôs a situação no X (antigo Twitter).
Como funciona a nova trava de 30 dias no PlayStation?

Segundo os relatos, os jogos digitais recém-comprados agora exibem uma etiqueta de “Período de Validade“, mostrando a data de início, data de término e uma contagem regressiva. O funcionamento é preocupante:
- Conexão obrigatória: Se o seu console (PS4 ou PS5) não se conectar à internet dentro de 30 dias, a licença do jogo expira temporariamente e ele se torna injogável até que uma conexão online seja restaurada.
- Jogos afetados: Essa regra parece se aplicar apenas a jogos digitais comprados após a atualização de março/abril de 2026. Os jogos antigos da sua biblioteca continuam intactos.
- Console principal não salva: Mesmo que o seu videogame esteja configurado como o “Console Principal” (o que historicamente permitia jogar offline sem problemas), a verificação de 30 dias ainda é exigida.
Embora a Sony não tenha emitido um comunicado oficial para a imprensa, um assistente do Suporte da PlayStation confirmou a um usuário que o cronômetro não é um bug, mas sim uma nova verificação de licença.
O fantasma de 2013: A zoeira que envelheceu mal

A revolta nas redes sociais e no Reddit não é apenas pela trava em si, mas pela imensa hipocrisia percebida pela comunidade PlayStation.
Voltemos ao ano de 2013. Na fatídica E3 de revelação do Xbox One, a Microsoft anunciou uma política que praticamente matou o marketing do Xbox: o console exigiria uma conexão online a cada 24 horas e cobraria taxas para o empréstimo de jogos usados.

A Sony, percebendo a fraqueza do rival, surfou na polêmica. Na época, a empresa lançou um vídeo oficial e debochado ensinando “Como compartilhar jogos no PlayStation 4“. O vídeo consistia apenas em Shuhei Yoshida entregando a caixa física do jogo para a mão de um amigo, sorrindo.
Em suma, essa simples “brincadeirinha” cimentou o domínio do PS4 antes mesmo da geração começar. Agora, ironicamente, a Sony adota a verificação online que tanto criticou.
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Fonte: wccftech.com




