Após inúmeras promessas que deixaram os fãs animados e com esperanças, a Bungie enfim lançou o Marathon, aguardado shooter de extração dos criadores de Halo e Destiny. Será que ele realmente está promissor ou ainda precisa de melhorias? Vamos comentar todos os detalhes nesta review no PS5.
Índice da review de Marathon
Como Marathon foi executado no PS5?
Marathon foi executado a partir de seu único modo gráfico disponível no PlayStation 5 Slim / Base, o qual está combinando taxas de quadros com resolução – não há um modo qualidade ou modo desempenho, apenas um, mas não é algo que pode acabar com a nota do jogo, porque o resultado foi bem satisfatório.
O PS5 está conectado a um monitor LG Ultragear de 24 polegadas com resolução de 2560×1440 e taxa de atualização de 144Hz com suporte ao HDR10, e sim, Marathon traz um bom suporte ao HDR. Por ser um jogo com foco competitivo (mesmo que eu seja uma negação neste tipo de jogo…) utilizei o fone de ouvido para testar: Redragon Zeus PRO Wireless e um HyperX Cloud II.
Qual o seu protagonista favorito do GTA 6?

Marathon não é uma franquia nova
Apesar de parecer uma franquia nova para muitos jogadores, Marathon na verdade é uma franquia com raízes profundas na história dos videogames.
O primeiro Marathon foi lançado oficialmente em 1994 pela Bungie, muito antes do estúdio se tornar conhecido por Halo: Combat Evolved. Na época, o jogo se destacou como um dos FPS mais ambiciosos para PC, trazendo uma narrativa mais complexa e temas filosóficos que iam além do padrão do gênero.
A trilogia original: Marathon, Marathon 2: Durandal e Marathon Infinity ficou conhecida por trazer uma história profunda e com mistérios e principalmente por trazer discussões sobre consciência, tecnologia e existência.

Desempenho sem 120FPS… nem no PS5 Pro
Vamos logo para o tópico em si… Marathon não tem 120 quadros por segundo nem no PS5 Pro… um abraço ao Luiz do Manual dos Games pela ajuda nos testes no modelo Pro do PlayStation 5!
A diferença entre os dois consoles são mínimos e irrisórios para se levar em consideração para algum upgrade… são alguns reflexos em maior resolução, uma textura um tiquinho mais definida e só! Até mesmo o PSSR é utilizado somente para o antiserrilhamento do jogo, veja abaixo a imagem gentilmente cedida pelo Luiz:

Falando em termos de desempenho, Marathon consegue manter uma experiência sólida nos 60 quadros por segundo, com raríssimas quedas para menos que isso, e este jogo é fácil monitorar, você pode ativar os frames na tela, e isso é um recurso simples mas interessante, lembrando muito os jogos do PC.
Dá uma conferida:

É um desempenho consistente mesmo em momentos de ação intensa, o que mostra uma boa otimização da engine. A resolução do game parece ser um 4K dinâmico, e não apresenta muitos serrilhados.
Gráficos, ambientação e mais
Marathon aposta em uma direção artística bem diferente do padrão atual dos shooters de extração. A Bungie quis deixar de lado o realismo pesado para investir em um visual mais limpo, com uma proposta futurista e estilizado.
Os cenários em Tau Ceti IV, mundo onde tudo acontece no jogo, trazem uma mistura interessante de tecnologia avançada com ambientes quase liminares, criando uma sensação constante de isolamento. Essa escolha artística funciona muito bem para o tipo de experiência que o jogo propõe, reforçando a tensão durante as partidas.
No PlayStation 5, plataforma na qual testei o Marathon, o jogo entrega boa qualidade gráfica, não encontramos elementos borrados, ou serrilhados aparentes. Todos os efeitos visuais e partículas de chuva e explosão, estão bem trabalhados e não estão exagerados. A iluminação e o uso de cores fortes ajudam bastante na identidade visual, principalmente nos contrastes entre as áreas abertas e fechadas.

No entanto, nem tudo são flores no game. Em alguns momentos, os ambientes de Marathon acabam por parecer repetitivos, e a falta de maior variedade visual acaba tirando um pouco do impacto com o passar do tempo. Você joga com uma sensação de que não está saindo do lugar, pois as cores fortes e a ambientação fechada transmite essa sensação de engessamento.
Além do mais, a versão de PS5 Pro não é um upgrade considerável em relação ao PS5 Base. Marathon em ambos rodam praticamente da mesma maneira, mas as mudanças no modelo Pro ficam por texturas com ainda mais definição e um reflexo mais nítido, somente. Não há, até o momento a implementação de Ray Tracing nos reflexos, pode ser que haja nas sombras e iluminação, mas nada confirmado.
Gameplay e o Cryo Archive / Crioarquivo…
A gameplay de Marathon segue a proposta básica de um shooter de extração, onde cada partida é uma mistura de estratégia, risco para lutar contra as hordas de inimigos e improviso para cadenciar as batalhas. O jogador precisa decidir constantemente entre avançar por mais loot ou garantir a extração, e é justamente esse embate que define a experiência.
O combate é fluido e responsivo, com a clássica qualidade da Bungie – tanto que alguns elementos lembram muito Destiny 2 – mas o jogo exige atenção o tempo todo. Diferente de shooters tradicionais, aqui morrer significa perder praticamente tudo o que você tem no inventário, incluindo alguns pontos de experiência, o que deixa cada confronto muito mais intenso.

Além disso, o DualSense sincroniza o LED de acordo com a sua vida – no começo da partida, você está com a vida cheia e o LED fica branco, mas se levar algum dano, o mesmo muda para vermelho e começa a pulsar.
Quando vemos os mapas padrão, o combate e a gameplay se tornam um tanto quanto repetitivos, porque é sempre o mesmo esquema: inicia a partida, pega o loot, mata inimigo, faça a extração ou morra tentando – no começo é legal, mas depois que você vê a proposta de cada partida, se torna algo cansativo.
A proposta de extração do Marathon consegue ficar mais evidente com a chegada do novo mapa, o Cryo Archive / Crioarquivo, o qual traz algo a mais para o ecossistema do game, ajudando a aumentar o tempo de gameplay.
Diferente dos outros modos, o Cryo Archive funciona como um “endgame“, uma vez que traz desafios bem mais difíceis, tanto em termos de exploração quanto no combate em si pois há inimigos bem mais agressivos em relação aos modos normais, e este modo te garante novos loots para seu armamento – que podem ser customizados no menu principal do game.
Além disso, o mapa tem uma pegada mais narrativa, sendo ambientado em uma área abandonada ligada à história do jogo, focado em seguir uma progressão mais linear.

Porém, diferente dos outros mapas, o acesso ao novo Cryo Archive não é imediato, uma vez que ele exige progresso real dentro do jogo. Para tanto, é necessário que esteja no nível 25 e com todas as 6 facções desbloqueadas, e ter um bom armamento. Este mapa também esteve ligado a puzzles da comunidade – uma vez que a proposta é algo mais colaborativo.
Mas no geral, são modos de jogo que ainda faltam algo a mais, são legais até certo ponto, mas se tornam muito repetitivos.
O enredo de Marathon
Marathon apresenta um enredo que segue um caminho mais sutil e fragmentado, apostando em narrativa ambiental em vez de uma história contada de forma tradicional. O jogo se passa em Tau Ceti IV, um planeta marcado por mistérios, abandono e tecnologia avançada.
Em vez de cutscenes ou explicações diretas, a história é construída a partir de diversos elementos do cenário, registros e detalhes que ficam espalhados pelo mapa em forma de coletáveis para que o jogador possa analisar e ver e o próprio contexto das missões.
É uma abordagem que acaba por ser bem interessante, já que te força a explorar e montar a história, juntando todas as partes do quebra-cabeça. Mas sendo sincero, durante os testes que fiz, como foquei em explorar cada ponto do mapa, e testar as partidas, acabou que estes detalhes passam batido em algumas rodadas, ainda mais quando jogamos com mais de 2 jogadores ao mesmo tempo.

A proposta da história é boa sim, porém no meio da partida acaba ficando complicado você parar tudo para encontrar estes detalhes, é algo para rodar em segundo plano, ainda mais por ser complexo para entender.
Trilha sonora e dublagem
A trilha sonora de Marathon segue uma pegada mais atmosférica do que ser algo marcante. Em vez de músicas épicas ou memoráveis, o jogo aposta em sons ambientes, batidas eletrônicas sutis e momentos de silêncio que ajudam a construir a tensão durante as partidas, ainda mais dentro de ambientes mais fechados.
Essa escolha funciona bem dentro da proposta do jogo. Por outro lado, isso também faz com que a trilha não seja tão memorável fora do jogo. É eficiente, mas dificilmente o jogo será lembrado por suas músicas.
Já a dublagem e localização, em Português do Brasil, cumpre bem o seu papel. Os personagens apresentam vozes consistentes e coerentes com o universo futurista do jogo, ajudando na imersão, principalmente nos trechos de comunicação e interações indiretas, ou até mesmo durante as cenas iniciais.

O grande problema de Marathon…
Apesar de possuir qualidades, Marathon erra em alguns pontos críticos, o que faz com que passamos a vê-lo como um jogo que ainda precisa de mais elementos. Mesmo trazendo uma base sólida e interessante de gameplay, falta ainda mais identidade, já que muitas das vezes – para não falar na maior parte do tempo – Marathon segue o que já foi visto em diversos jogos do gênero, sem se destacar de verdade.
A proposta que ele traz, de ser um shooter de extração, funciona, mas não quer dizer que seja algo completamente novo, e o título ainda precisa de novos elementos que façam com que brilhe dentro deste gênero.
Muitos podem vir a considerar genérico, porque ao jogar você sente que poderia ter algo a mais, ter um elemento grandioso que marque a presença de Marathon no mercado de games. A Bungie precisa urgentemente rever suas temporadas, garantindo que haverão novidades para prolongar a vida de Marathon.
Não é um jogo ruim, mas do jeito que está, com elementos que se repetem, progressão um pouco limitada e com poucos modos de jogo, acaba se tornando engessado e cansativo de jogar, ainda mais que está difícil de achar partidas em determinados horários. A questão é torcer para que a Bungie veja as críticas construtivas dos jogadores e melhore o conteúdo como um todo.

Visão geral e nota de Marathon
Sendo bem sincero, ao jogar com amigos é uma experiência legal pela resenha, porém Marathon está sofrendo com diversos problemas relacionados ao seu conteúdo e gameplay. Seu lançamento foi marcado por pouca diversidade de modos e uma gameplay que se torna engessada no decorrer do tempo.
Os gráficos são bonitos, mas muitos cenários acabam por parecer os mesmos. A versão de PS5 Pro nem representa um upgrade gráfico considerável, e ambas carregam problemas técnicos, como o áudio imersivo ao longe, que fez com que tiros e explosões fossem ouvidos de muito longe, mas a Bungie está melhorando.
Temos que destacar os pontos bons também: Marathon possui um combate e um gunplay muito bom, é fácil de mirar até mesmo no controle; a atmosfera do jogo, mesmo que repetitiva em ambientes liminares, remete à Dead Space em alguns cenários, o que ajuda a ser um diferencial; e a dublagem é de qualidade.
A crítica de Marathon fica por conta da falta de elementos, não pelo gênero em si. Com isso, no estado atual do jogo, Marathon fica com uma nota 7,5: Um shooter com identidade forte, mas que ainda precisa de ajustes para brilhar.

Agradecemos ao pessoal da Bungie e ao pessoal da TheoGames e Sony pelo envio da key para a elaboração deste artigo.
Confira também: Take-Two registra slogan de NBA 2K26 no Brasil e indica possível uso comercial no país
Gosta do Portal Viciados? Contamos com o seu apoio! Para receber atualizações, siga-nos no Google Notícias, Google Discover, WhatsApp e Telegram. Também faça parte da discussão no Facebook, X (Twitter) e Instagram!




