A Criterion Games, um dos estúdios mais lendários e respeitados do gênero de corrida arcade, está oficialmente deixando as pistas de Need For Speed e Burnout para trás.
Durante as comemorações do seu aniversário de 30 anos, a desenvolvedora sediada em Guildford confirmou uma mudança drástica e definitiva em sua rota: o estúdio agora é inteiramente dedicado à franquia de guerra da Eletronic Arts (EA).
O futuro da Criterion Games é Battlefield e não mais Need for Speed

Para quem esperava novidades de um próximo Need for Speed ou o sonhado retorno da série Burnout, o balde de água fria veio diretamente da alta cúpula da empresa.
Rebecka Coutaz, vice-presidente e gerente geral da Battlefield Studios Europe, foi categórica durante o evento de aniversário, afirmando que a empresa não estava ali para falar do passado.

Do mesmo modo, com um novo logotipo na parede estampando a frase “Criterion: a Battlefield Studio“, Coutaz cravou o novo direcionamento: “Estamos focados unicamente em Battlefield“.
Essa guinada brutal, no entanto, não é um movimento repentino. Na última década, a Criterion já vinha atuando como parceira colaborativa nos títulos de tiro da EA, emprestando sua expertise técnica desde Battlefield 1 (2016) até Battlefields 5 e 2042. Agora, a fantástica equipe de áudio, animação e tecnologia colabora ativamente no Battlefield 6.
Um legado de peso: Renderware, Burnout e GTA

Embora a EA não queira falar sobre o passado neste marco histórico, o legado da Criterion moldou a indústria de games como a conhecemos. Fundada em janeiro de 1996, a empresa nasceu não apenas para lançar jogos, mas para construir a própria tecnologia que permitia criá-los.
O lendário motor gráfico Renderware, criado por eles, tornou-se uma peça vital e acabou sendo licenciado mais de 200 vezes para outros títulos. Inclusive, a Rockstar Games utilizou essa exata tecnologia para construir os seus maiores clássicos do PS2: Grand Theft Auto 3 (2001), Vice City (2002) e o insuperável San Andreas (2004).

Como desenvolvedora, a empresa fez história com a franquia Burnout, subvertendo todas as regras da corrida ao recompensar colisões espetaculares, repletas de vidros estilhaçados e lataria retorcida.
A passagem de bastão em Need for Speed

Quando a franquia Need for Speed começou a dar sinais de desgaste pelo cansaço do seu modelo anual em 2010, foi a Criterion quem assumiu o volante. Eles reformularam o estilo da série, cortando tramas live-action duvidosas e trazendo o foco de volta para perseguições policiais com o elogiado Hot Pursuit e, posteriormente, com Most Wanted (2012).
A empresa continuou entregando lançamentos na franquia em colaborações recentes, sendo Need for Speed Unbound (2022) o seu mais recente, e provavelmente último lançamento no gênero de corrida.

Curiosamente, a genialidade da Criterion com armas de fogo começou muito antes de Battlefield. Em 2006, o estúdio lançou Black, um FPS brutal que trazia a mesma intensidade, excelência sonora e destruição de cenários vistos em seus jogos de carro.
Segundo Coutaz, essa intensidade e o design de som imersivo que os jogadores amam hoje remetem diretamente aos princípios estabelecidos no PS2 com Black.

Resta saber como a EA vai gerenciar o futuro de Need for Speed sem a magia da Criterion, já que um dos estúdios mais competentes em velocidade agora marcha de forma definitiva para a guerra.
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Fonte: IGN
Need for Speed: Unbound
| Lançamento | 29 de novembro de 2022 |
|---|---|
| Gênero | Corrida |
| Desenvolvedora | Criterion Games |
| Plataformas |






