PS6 | Sony confirma que desenvolvimento do console segue dentro do cronograma

Sony confirma que o desenvolvimento do PS6 segue no cronograma e promete investimentos pesados na próxima geração no ano fiscal de 2027.

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A Sony divulgou nesta quinta-feira (5) os resultados financeiros do segundo trimestre do ano fiscal de 2026, e o balanço trouxe a atualização mais clara até agora sobre o futuro PS6. Segundo a CFO Lin Tao, o desenvolvimento da plataforma de próxima geração está “progredindo conforme o cronograma”, e a empresa pretende acelerar os investimentos no próximo ano fiscal.

O que a Sony disse sobre o PS6

O que a Sony disse sobre o PS6

A executiva foi direta ao tratar do momento do ciclo atual e do que vem a seguir.

“Embora as vendas de novas unidades do PS5 estejam diminuindo gradualmente, como esperado nesta fase do ciclo de vida do console, a plataforma PlayStation continua a se expandir e crescer de forma estável. No próximo ano, pretendemos fazer progressos sólidos na preparação para a plataforma de próxima geração.”

Tao reforçou ainda que a empresa vai “dar grande importância a uma nova plataforma e fazer os investimentos necessários para isso”, avaliando com racionalidade quanto colocar no projeto. O anúncio oficial do PS6, porém, virá “em um momento oportuno no futuro”, sem data, nome ou preço definidos até aqui.

Vale lembrar que o PS6 segue sendo um nome não oficial. A Sony nunca batizou publicamente o console, e todas as menções da empresa continuam usando o termo genérico de plataforma de próxima geração.

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O PS5 vende menos, mas a Sony lucra muito mais

Os números do trimestre explicam bem por que a empresa já olha para frente. O PS5 vendeu 2,6 milhões de unidades entre julho e setembro, contra 4 milhões no mesmo período do ano passado, uma queda expressiva. O acumulado desde o lançamento, em 2020, chegou a 97,9 milhões de consoles, com a marca dos 100 milhões praticamente garantida para o próximo trimestre graças a GTA 6.

Só que vender menos console não significou ganhar menos dinheiro. Muito pelo contrário:

  • O lucro operacional da divisão de games subiu 83% na comparação anual
  • As vendas de software somaram ¥708,5 bilhões, cerca de US$ 4,48 bilhões
  • Os serviços de rede, que incluem o PS Plus, cresceram 19,5%, chegando a ¥218,3 bilhões
  • Marvel’s Wolverine acumulou 2,4 milhões de cópias vendidas até 4 de novembro

No grupo como um todo, a Sony registrou receita de ¥3,43 trilhões e lucro líquido de ¥449,6 bilhões, alta de 44% sobre o ano anterior. A previsão de lucro operacional para o ano fiscal foi revisada para cima em 15%, agora em ¥1,87 trilhão, algo em torno de US$ 11,8 bilhões.

Boa parte desse salto veio de fora dos games. Homem-Aranha: Um Novo Dia arrecadou US$ 2,52 bilhões nas bilheterias e se tornou o terceiro filme de maior bilheteria da história, ajudando a Sony Pictures a saltar de US$ 93 milhões para US$ 581 milhões de lucro no trimestre.

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O número que explica o fim dos discos

Escondido no meio do balanço está o dado mais revelador de todos: as compras digitais já representam 78% das vendas de jogos completos no PlayStation, contra 72% um ano atrás. Em doze meses, seis pontos percentuais migraram do físico para o digital.

É exatamente esse número que a Sony usa para justificar o encerramento da produção de discos em 2028, decisão que gerou petições, cancelamentos de assinatura e até tentativas de intervenção do Procon-SP e da União Europeia, todas sem efeito prático.

O balanço também traz um alerta para quem já está economizando para o próximo console. A Sony projeta preços de memória bastante elevados no ano fiscal de 2027 por causa da escassez de oferta, e estimativas que circulam no mercado apontam que só os componentes de RAM e armazenamento do PS6 poderiam custar mais de US$ 680 por unidade. Como a própria empresa já sinalizou que não pretende vender hardware com prejuízo, a conta final tende a ser salgada.

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O console parou de ser o produto

Tem uma leitura desconfortável nesses números, e ela não aparece em nenhum slide de apresentação para o futuro PS6.

O PS5 vendeu 35% menos consoles e a divisão de games lucrou 83% a mais. Isso não é contradição, é modelo de negócio funcionando exatamente como foi desenhado. O console deixou de ser onde o dinheiro é feito e virou o pedágio de entrada. O que importa agora é a assinatura que renova sozinha todo mês, a loja digital que fica aberta vinte e quatro horas e o jogo de US$ 80 que você compra sem nunca segurar uma caixa na mão.

Daí vem o incômodo de ver “78% digital” tratado como vitória. Esse número não nasceu de uma escolha livre. Ele cresceu porque o disco ficou mais caro, porque certos jogos nunca saíram em mídia física, porque o console novo veio sem leitor na versão mais barata e porque baixar virou o caminho de menor resistência. A Sony construiu a tendência e depois apresentou a tendência como argumento. É um raciocínio circular muito conveniente.

E quando essa lógica encontra o PS6, a conta fecha mal para quem joga. Um console caro por causa da memória, vendido sem prejuízo porque o acionista não aceita menos, com jogos a US$ 80 que você não pode emprestar, revender nem guardar numa estante. Cada peça faz sentido isolada. Juntas, desenham uma geração em que o jogador paga mais e fica dono de menos.

Ainda dá tempo de ser diferente. O PS6 não tem nome, não tem data, não tem preço, e a Sony repete que vai anunciar tudo no momento certo. O momento certo também serve para ouvir. Esse balanço mostrou que a empresa sabe perfeitamente onde está ganhando dinheiro. A pergunta é se ela ainda se importa com o que o jogador quer receber em troca.

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Fonte: Push Square, Implicator, GamingBolt, Eurogamer

Guilherme Bravo Robson Foster
Co-fundador do Portal Viciados
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Guilherme Bravo é Jornalista e Cofundador do Portal Viciados. Responsável pela linha editorial de notícias e promoções, Guilherme é especialista em identificar tendências de mercado e cultura de internet. Além do jornalismo escrito, é criador de conteúdo no YouTube com o canal Robson Foster, onde expande suas análises e opiniões através de seu avatar Vtuber.
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