Swen Vincke, fundador e CEO da Larian Studios, voltou a falar sobre Divinity, o próximo RPG do estúdio responsável por Baldur’s Gate 3. O recado é direto: o jogo ainda tem muito chão pela frente, e vai demorar até o lançamento.
A declaração veio em resposta à nova lista dos 100 melhores jogos de PC da PC Gamer, que colocou Baldur’s Gate 3 em primeiro lugar e Divinity: Original Sin 2 na décima primeira posição.

Vincke agradece aos jogadores e fala do próximo RPG
O executivo disse estar particularmente orgulhoso de ver os dois títulos na lista, e aproveitou para explicar como essa herança se conecta ao novo projeto.
“É realmente gratificante ver nosso estilo de jogo sendo recompensado desta forma, porque o que está por vir, o novo Divinity, será construído sobre os alicerces desses dois jogos, graças ao trabalho de uma equipe composta em grande parte pelos mesmos desenvolvedores, junto com um novo grupo de profissionais muito talentosos. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas estou confiante de que, se você gostou desses dois títulos, também vai adorar o próximo.”
Não é a primeira vez que Vincke usa esse enquadramento. Em entrevistas anteriores, ele chegou a dizer que Baldur’s Gate 3 e Original Sin 2 são o “projeto” de Divinity, e que o jogo representa a evolução natural de duas décadas de trabalho do estúdio.

O que já se sabe sobre Divinity
Revelado no The Game Awards de 2025, Divinity é descrito pela própria Larian como o maior jogo da história do estúdio, ainda maior que Baldur’s Gate 3. A escala não é força de expressão: segundo levantamentos de 2026, cerca de 500 funcionários trabalham no projeto.
Alguns pontos já foram confirmados por Vincke ao longo do último ano:
- O combate será por turnos, com um conjunto de regras totalmente novo, criado a partir de tudo o que o estúdio aprendeu nos jogos anteriores
- O jogo roda em uma nova versão da engine proprietária da Larian, construída porque a anterior limitava o que o time queria fazer em Baldur’s Gate 3
- A proposta é mais sombria e cinematográfica, aproveitando a câmera e a direção que Original Sin 2 não conseguia entregar
- Não é preciso ter jogado nenhum título anterior da franquia para entrar nessa história
- O lançamento será em acesso antecipado, como nos projetos anteriores do estúdio
Outro ponto que a Larian reforçou é a liberdade dada ao jogador. Vincke já afirmou que o nível de agência em Divinity será muito superior ao visto em Baldur’s Gate 3, abrindo espaço para improvisos, estratégias imprevisíveis e situações caóticas. O sistema de criação de personagem também promete ser uma evolução clara em relação ao do RPG de 2023.

Por que Divinity não deve chegar tão cedo
Vincke já havia descartado publicamente um lançamento em 2026, e o recado desta semana reforça essa leitura. Em abril, ele publicou uma atualização dizendo que o projeto estava “ganhando vida”, ainda que com muita coisa bruta ou faltando, aquele estágio em que a equipe começa a sentir que o jogo existe de verdade.
O estúdio também tem lidado com fatores externos. Em declarações recentes, Vincke comentou que a alta nos preços de memória RAM e SSDs obrigou a Larian a antecipar um trabalho pesado de otimização já durante o acesso antecipado, algo que o time não planejava fazer naquele momento.
Há ainda um segundo projeto em andamento no estúdio, apelidado internamente de Excalibur, sobre o qual praticamente nada foi revelado.

O peso de ser o jogo seguinte ao melhor jogo de PC da lista
Aqui está a parte complicada. Baldur’s Gate 3 vendeu mais de 20 milhões de cópias, levou prêmios de Jogo do Ano e agora encabeça a lista dos 100 melhores jogos de PC. Qualquer coisa que a Larian lançar depois disso vai ser medida contra esse padrão, e o próprio Vincke já admitiu que existe mais pressão por causa disso.
O detalhe curioso é que a Larian escolheu esse caminho de propósito. Quando podia simplesmente fazer mais Dungeons & Dragons com a Wizards of the Coast, com público garantido e nome consagrado, o estúdio preferiu voltar para uma franquia própria, que não carrega o mesmo reconhecimento de marca. Vincke chegou a dizer que o time não estava mais se divertindo com o licenciamento, e que Divinity seria “a Larian sem amarras”.
Para quem joga, isso tem um lado animador e um lado desconfortável. O animador é óbvio: um estúdio no auge, com liberdade criativa total e sem licenciador olhando por cima do ombro, é a receita de como nasceram os melhores jogos deles. O desconfortável é a conta do tempo. Um RPG dessa escala, em acesso antecipado, significa esperar o lançamento, esperar a versão completa e depois ainda esperar as atualizações que arrumam o terceiro ato, exatamente como aconteceu nos títulos anteriores.
A boa notícia é que a Larian nunca mentiu sobre Divinity. Não tem data prometida que vai escorregar, não tem trailer de gameplay falso, não tem pré-venda aberta anos antes. Tem um CEO dizendo em público que o jogo não está pronto e que vai demorar. Diante do que a indústria anda fazendo com cronograma e expectativa, ouvir “ainda temos muito trabalho pela frente” até que soa honesto.
Qual o seu protagonista favorito do GTA 6?
Confira também:
- Divinity | A Larian podia ter feito outro Baldur’s Gate, mas escolheu o caminho mais difícil
- GTA 6 no PS5 Pro | PlayStation da França revela acidentalmente supostos detalhes sobre Grand Theft Auto VI no PlayStation 5 Pro
- Vislumbre de GTA 6 no PC? Fã transforma gameplay em vídeo de 90 FPS com DLSS 5
Gosta do Portal Viciados? Contamos com o seu apoio! Para receber atualizações, siga-nos no Google Notícias, Google Discover, WhatsApp e Telegram. Também faça parte da discussão no Facebook, X (Twitter) e Instagram!
Fonte: PC Gamer, Multiplayer.it, GamesRadar+








