Pois bem… chegou a hora de fazer a review de Marvel’s Wolverine no PS5, e temos diversos detalhes para comentar, dentre eles pontos positivos e pontos de críticas e passíveis de melhorias. Será que este é o jogo definitivo de Logan no console de nona geração da Sony? É o que vamos ver.
Índice da review de Marvel’s Wolverine
Como Marvel’s Wolverine foi executado no PlayStation 5?
Para os testes, Marvel’s Wolverine foi executado a partir de uma alternância de modos gráficos, mas dando prioridade para o modo desempenho. O PS5 estava conectado a um monitor LG Ultragear de 24 polegadas, com resolução de 2560×1440 e taxa de atualização de 144Hz.
Este monitor possui suporte ao HDR10+, bem como Marvel’s Wolverine. Na parte de áudio, testei com um headphone Sennheiser HD400S – e minha única “crítica” é que achei o áudio dos diálogos um pouco abafado, mas nada que comprometa a gameplay.

Desempenho no PS5: Poderia ser melhor
Marvel’s Wolverine possui um sólido desempenho no PS5, mas com algumas ressalvas. Quando jogamos no modo fidelidade, a 30 quadros ou com os quadros destravados, que pode atingir até 55 quadros de média, vemos que a Insomniac conseguiu manter uma linha de frametime bem consistente.
Neste modo não é muito perceptível quedas bruscas ou engasgos, e ainda temos o benefício de toda resolução do console. É um modo que sair dos 60 quadros faz sim diferença, mas se começar o jogo com este modo, e se seu monitor tiver suporte para o VRR e 120Hz, vale muito a pena a experiência.

Porém, quando estamos diretamente no modo de 60 quadros por segundo, o modo desempenho, vemos que não são tudo flores. Este é um modo que sim, consegue em sua maior parte do tempo uma estabilidade muito boa, mas em cenas com mais detalhes não.
No decorrer do jogo, Logan se depara com portas para de volta a um passado, e é aqui que vemos o desempenho indo embora. Sem spoilers, mas há uma parte em um denso inverno do passado, que a taxa de quadros flutua bem para baixo dos 60 frames, e é perceptível essa queda.

Analisando o conjunto como um todo, e levando em consideração que se deixar as taxas desbloqueadas, o PS5 consegue pegar aproximadamente 90 quadros por segundo, o desempenho é sólido em boa parte da gameplay, somente alguns pontos que vemos o console suar um pouco. A Insomniac pode aprimorar o desempenho com correções futuras.
Gráficos, ambientação e ray tracing
Marvel’s Wolverine apresenta gráficos bonitos, isso não podemos negar. O conjunto gráfico como um todo está realmente muito bonito, temos a presença de um ray tracing equilibrado em boa parte do mapa, bem como a utilização de iluminação global por traçado de raios para criar ambientes densos e com atmosferas pesadas
Toda a ambientação também é um ponto de destaque, podemos quebrar o cenário, que por sua vez não é um campo morto: há construções como restaurantes, casas com diversos elementos e algumas construções pela metade, que ajudam a compor o cenário… mas quando passamos a analisar elemento por elemento, o jogo peca em muitos aspectos.
Lembra que falei dos restaurantes e casas em uma determinada parte do mapa, logo no começo do jogo… 90% das casas / prédios não são entráveis e ou não possuem algum tipo de interação, apenas arranhões com as garras do Logan. Além disso, o restaurante que citei, você não consegue entrar, é apenas estético.

E para continuar sobre os gráficos e ambientação, vamos falar sobre a diferença dos modos.
Modo Desempenho vs Fidelidade
O Modo Fidelidade de Marvel’s Wolverine roda em 2160p (4K) e busca 30 quadros por segundo, mas se ativar o modo VRR no Ilimitado e 120Hz, pode atingir até 55 quadros por segundos em cenas um pouco mais leves, mas na maior parte do tempo fica estável na faixa dos 40 quadros, o que já é uma experiência muito boa.
Neste modo, temos todos os efeitos em sua qualidade máxima. Vemos tudo bem nítido e sem serrilhado – todas as texturas possuem resolução cheia, e as sombras são nítidas e definidas, não vemos apenas um borrão.
O Ray Tracing neste modo de Marvel’s Wolverine possui todos os detalhes do cenário ao seu redor, e fica muito bonito. Porém, em uma parte com foco mais industrial, em minha opinião, os reflexos ficaram um pouco exagerados, parecendo um espelho.
Veja abaixo:

Mas em outros cenários, está realmente muito bonito. A iluminação global é bem implementada e ambientes mais fechados, como os túneis, conseguem transmitir uma atmosfera densa.

Por sua vez, o Modo Desempenho roda em uma resolução dinâmica entre 1440p e 1080p, visando buscar 60 quadros por segundo, mas se ativar o modo VRR no Ilimitado e 120Hz, pode atingir até 90 quadros por segundo, e o desempenho como um todo é fluido e constante, mas conforme comentei, cenas mais pesadas a taxa de quadros cai bastante. Essa redução na resolução é perceptível, e fica bem mais embaçado e com leve efeito de ghosting.
Em termos de texturas, não há uma redução na qualidade muito perceptível, no entanto, o serrilhado está bem mais presente, e é bem nítido. Em uma cena com Wolverine e a Mística (ou Mystique / Raven), onde ambos estão sob um piso com grades metálicas, o serrilhado entre uma grade e outra é bem aparente, ainda mais conforme vão andando.
As sombras neste modo possuem uma boa redução na qualidade geral, ficam um pouco menos definidas, mas sem representar uma queda bruta na definição, não ficam deformadas. No entanto, quando vemos o Ray Tracing, a mudança é bem visível.

Em iluminação global nem tanto, mas os reflexos sofrem uma boa redução, assim como na imagem abaixo, os reflexos do container ficam planos e com poucos detalhes, é como se saísse do ALTO e fosse definido como BAIXO, o reflexo está presente, mas com detalhes reduzidos.
Ah, e sim… as partículas de água parecem um GIF.
Gameplay do Portal Viciados
Durante os testes, fiz uma gameplay mostrando o combate de Marvel’s Wolverine, o novo lançamento da Insomniac Games, e você pode conferir no player logo abaixo:
Que expressões faciais são essas?
Um dos principais comentários de Marvel’s Wolverine é em relação às expressões faciais. Durante a gameplay pude comprovar tal fato em diversos pontos do jogo… esse é o Wolverine com menos raiva de todos os jogos já lançados.
Não é que a qualidade da modelagem está feia, mas alguma coisa no motor gráfico da Insomniac Games está realmente estranha, fora que possui pontos que o Logan não mexe a boca… parece que voltamos ao GTA San Andreas.
Veja abaixo:

Há cenas e cenas… algumas Wolverine está com um rosto que corresponde ao momento, mas em outras… ele fica “plano“.
Gameplay e combate
É… agora é hora de comentar sobre a gameplay e o combate. Começando pelo combate, ele é brutal e insano… isso não podemos negar. É muito doido ver o inimigo sendo dilacerado e sangue voando pelo cenário.
O combate possui um grau de dificuldade que acompanha o que você definiu no menu de configurações do jogo, e você vai apanhar se não ficar prestando atenção no seu inimigo.
Suas mecânicas lembram muito o que vemos em Marvel’s Spider-Man, onde temos que aparar os golpes, desviar, e fazer combinações e combos poderosos – e claro, temos a árvore de habilidades, que ao ganhar pontos de habilidades, desbloqueamos novos golpes.
As lutas com boss, como o Omega Red / Ômega Vermelho (tirando aquelas que possuem mais de um QTE), possuem um bom nível de dificuldade, porém, chegamos em um ponto crítico… É MUITO REPETITIVO…
Beleza que é insano ver o Wolverine dilacerando o inimigo, mas é sempre a mesma coisa… chega a ser cansativo enfrentar os inimigos, você corre com o R2, esquiva com o Bolinha, e faz o parry com L1… todo combate vai ser assim.

Mesmo que não possamos comparar os jogos, não se assemelha com Marvel’s Spider-Man, que poderíamos utilizar o ambiente ao nosso favor, e até mesmo como arma… aqui chega a ser linear até demais.
Muita automação? QTE e controle automático
Além disso, a gameplay é igualmente muito linear. Chega a ser extremamente fácil acompanhar as mecânicas de gameplay. Ao mesmo tempo que acerta em alguns elementos, erra nos mesmos e mais um pouco. Há partes que você somente corre e desvia dos tiros… quer algo mais linear e automático que isso?
É interessante o Wolverine, por seu instinto, poder farejar seu trajeto? Sim, é sim… mas não com uma linha azul completamente visível que te guia como se fosse um GPS. A mais recente atualização diminuiu a opacidade do traçado, mas ainda está ali, logo, não dá uma sensação de exploração, porque você já sabe para onde ir.
Será que é legal ter coletáveis no jogo? Claro, todo jogo coloca um desafio ao redor deles… pena que aqui não é assim.

Você pode andar pelas fases e encontrar peças para criar novos trajes… mas eles são visíveis de longe, fica um destaque azul que pode ser visto a metros do lugar, o que novamente não te dá uma sensação de exploração, você sabe que tem algo ali e vai coletar porque quer um traje novo.
E a polêmica do Quick Time Event? Sim… é real, mas é estranho. Por padrão, o jogo vem com o controle automático de QTE desativado, logo, não deveria executar o comando sozinho, mas na primeira cutscene, onde pulamos do helicóptero, as ações são executadas sozinhas se você demorar muito.
Há também outro cenário que testei: deixar o jogo travar o QTE – se você não apertar nada, o jogo fica lá te esperando, a cena para e espera sua boa vontade. E detalhe, buscando testar combate, QTE e dificuldade, utilizei a penúltima dificuldade: “A Arma” – só um nível abaixo do topo com “O Melhor“.
E sim… a moto se pilota sozinha… esse eu nem comento, vejam abaixo junto do comparativo gráfico.
Bugs encontrados pelo meio do caminho e comparativo gráfico
Além da nossa gameplay de combate, fizemos um comparativo gráfico e um compilado de bugs e erros, além de mostrar a moto ativando o piloto automático. Você pode conferir logo abaixo:
São bugs que devem ser corrigidos em futuras atualizações, como por exemplo o bug do castor, que o Wolverine travou na árvore enquanto descia; um bug bizarro na boss fight do Omega Red, que um pedaço de ferro travou na cara do Logan…
Bug da parede invisível na escada; um bug que ao trocar os modos gráficos, diversos elementos do cenário sumiram, já que ao trocar o modo, assim como em todos os jogos da Insomniac, você é levado ao último checkpoint… mas não deveria sumir assim.
São detalhes que precisam de um belo tratamento.
Modo foto
Assim como os jogos anteriores da Insomniac, Marvel’s Wolverine possui um modo foto bem completo, e este é um grande ponto de destaque do jogo. Você consegue controlar, abertura da lente, exposição, rotação, granulação… o padrão da desenvolvedora.
Ajustando bem te garante resultados legais… veja um exemplo:

Porém, o modo foto fez com que meu PS5 levantasse voo, acelerou bem a ventoinha do console.
Trilha sonora
Marvel’s Wolverine consegue ter uma trilha sonora bem equilibrada. É tranquila em momentos de exploração sem inimigo, e intensa quando estamos lutando, seja com hordas de inimigos, ou com boss.
Composta por David Fleming, o mesmo que fez a trilha do filme do Superman de 2025, a Insomniac acertou em cheio ao convocá-lo para o time. Todas as notas e arranjos se fundem à atmosfera do jogo.
As notas conseguem um equilíbrio entre as frequências, mesmo que tudo puxe um pouco para o médio-grave / grave – mas você pode ajustar tudo isso no menu.

Uma dublagem impecável… mas…
De maneira geral, este é o ponto que mais elogio. Marvel’s Wolverine traz uma dublagem em Português Brasileiro impecável… o trabalho de atuação de todos os dubladores, que conta com Arthur Machado para Logan; Bruna Matta para a Jean Grey e Pierre Bittencourt para o Dente-de-Sabre.
É praticamente o primeiro jogo da Insomniac que tem palavras de baixo calão, e pelo contexto do jogo, ficou perfeito, é o que esperamos ver de um jogo que tem o nível de violência apresentado, não palavras amenas que querem representar algo mais denso.
Sabertooth e Mystique…
É… a dublagem segue o mesmo problema do Marvel Tokon: Fighting Souls, há citações como Sabertooth, Mystique na parte escrita e na parte falada. Os dubladores já apontaram: Arthur mesmo relatou sua frustração como diretor ao ter que seguir glossários que obrigam o uso de termos em inglês.

Assim como apontei em Fighting Souls, são diretrizes rígidas de marca da Marvel e da Disney, que visam padronizar os nomes dos heróis globalmente para fins de marketing e merchandising.
O elefante na sala: Seu preço salgado
É… uma das principais críticas de Marvel’s Wolverine – tirando todas as anteriores eheheh – é seu preço. A versão padrão, a mais básica, a mais simples, que é somente o jogo base, custa R$399,90, ou seja, 1 quarto do salário mínimo.
Mas não para por aí, a versão mais top, a Digital Deluxe, custa R$455,90, aproximadamente 28,12% do salário mínimo de 2026… beleza, mas GTA 6 custa R$549,00 e ninguém reclamou, porque esse tão chiando?
A qualidade geral do jogo não corresponde ao preço que estão cobrando… simples assim. Era um jogo que tinha, e tem, tudo para ser incrível, mas parece que ao decidirem lançar em setembro, antes de GTA 6, rusharam boa parte de seu polimento final.

Visão geral e nota de Marvel’s Wolverine
Marvel’s Wolverine é um jogo que apresenta boas ideias, mas também acumula problemas que acabam prejudicando bastante a experiência.
Seu desempenho é sólido na maior parte do tempo, com algumas quedas em cenas mais intensas. Seus gráficos, de um modo geral, são bonitos, e o uso do ray tracing para reflexos e iluminação global está interessante. Mas, considerando seu preço, que representa cerca de 1/4 de um salário mínimo de 2026, ter partículas de água que parecem um GIF… é complicado.
E não estou considerando somente o modo desempenho, que realmente fica mais embaçado e tal… são elementos gráficos presentes em ambos os modos.
O combate é legal nos primeiros minutos, mas depois de algumas horas se torna cansativo e repetitivo: esquiva, pula, bate no inimigo, corre e repete tudo isso até matar a horda ou o boss.
Sua gameplay também não garante total liberdade e desafio para encontrar elementos no cenário, já que seu sistema de faro torna o jogo linear até demais. Você fica fadado a seguir somente aquele caminho pré-definido, sem muita possibilidade de sair buscando maneiras diferentes de explorar o mapa… até porque ele é minúsculo.
O modo foto é legal, a dublagem está impecável, mas isso não justifica o preço quando comparamos com a qualidade final do produto. Era um jogo que tinha tudo para ter saído impecável, mas não foi bem isso que recebemos.
Após todos os apontamentos, considerando o estado atual de Marvel’s Wolverine, a nota que entrego ao jogo é um 6. Mas eu explico: o game recebe essa nota atualmente. No futuro, com atualizações, que precisam chegar com certa urgência, pode ser que sua nota aumente.

A Insomniac precisa encontrar uma maneira de deixar o jogo menos linear, colocar o sistema de faro como algo totalmente opcional, tirar o brilho de 450KM dos coletáveis e remover completamente a automação dos QTEs. Se você falha o QTE, o jogo simplesmente continua em algumas cenas. Quiseram deixar algo dinâmico que abrangesse todos os públicos, mas acabou ficando fácil até demais.
Seguindo nosso padrão, a nota segue sendo um 6: Marvel’s Wolverine tem potencial, mas chegou antes de estar pronto para entregar todo o seu poder. É difícil não pensar que o calendário de lançamentos e a proximidade de GTA 6 possam ter influenciado o momento escolhido para o lançamento.
Após essas correções, o jogo pode, sim, se tornar mais interessante. Atualmente, porém, ainda está repetitivo. E respondendo ao título, atualmente está longe de ser o jogo definitivo.
Não estou condenando o jogo, apenas ponderando seus erros e torcendo por melhorias.
Agradecemos ao pessoal da Sony pelo envio da key para elaboração de nossos conteúdos!
Qual o seu protagonista favorito do GTA 6?
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Marvel’s Wolverine
| Lançamento | 15 de setembro de 2026 |
|---|---|
| Gênero | Aventura, Jogo de ação e aventura/Jogo de luta |
| Desenvolvedora | Insomniac Games |
| Plataformas |









