Mike Brown, ex-diretor criativo de Forza Horizon 5 e atual CEO e diretor criativo da Maverick Games, estúdio responsável por Clutch, avaliou que o Xbox Game Pass partiu de uma boa ideia, mas não conseguiu se sustentar financeiramente. Em entrevista ao podcast MinnMax, Brown reconheceu o potencial do serviço, mas apontou o motivo pelo qual, na visão dele, o modelo não deu certo.
Por que o Xbox Game Pass não conseguiu se sustentar, segundo Brown

Brown explicou que a Microsoft investiu pesado no conceito de assinatura do Xbox Game Pass, o que motivou a aquisição de estúdios e o financiamento de diversos jogos, mas o número de assinantes dispostos a pagar o valor necessário nunca foi suficiente para viabilizar o negócio. Segundo ele, isso é especialmente triste porque o resultado agora inclui fechamento de estúdios, cisões e demissões em massa, consequência direta de um conceito bem-intencionado que não vingou financeiramente.
O executivo também saiu em defesa de funcionários da Xbox que vêm sendo apontados como responsáveis pelos problemas da divisão, reforçando que a ideia do Game Pass em si sempre fez sentido: uma assinatura acessível, com jogos variados, capaz de sustentar estúdios que dificilmente existiriam fora desse modelo.
Para Brown, o problema nunca foi o conceito, e sim o número insuficiente de assinantes para bancar um investimento do tamanho da aquisição da Activision Blizzard, avaliada em US$ 70 bilhões.
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Outros nomes da indústria também criticam o modelo do Game Pass

Brown não é o primeiro executivo a comentar publicamente os desafios do Xbox Game Pass. No mês passado, George Broussard, CEO da Moon Studios, já havia feito uma avaliação semelhante sobre o potencial do serviço, mas direcionou sua crítica a outro ponto: a falta de grandes sucessos exclusivos capazes de gerar repercussão cultural entre os jogadores. Segundo Broussard, a Microsoft precisaria entender de forma mais profunda o que realmente engaja o público gamer.
O que isso significa para assinantes do Xbox Game Pass no Brasil

Para o público brasileiro, o debate sobre a viabilidade financeira do Xbox Game Pass tem peso extra: o preço da assinatura Ultimate por aqui já passou por reajustes nos últimos anos, acompanhando o modelo de precificação regional da Microsoft. Se a avaliação de executivos como Brown estiver correta, e o serviço realmente não estiver gerando receita suficiente globalmente, é possível que os assinantes brasileiros sintam esse reflexo em futuros ajustes de preço ou mudanças no catálogo disponível na região.
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Fonte: gamingbolt







