A espera por The Witcher 4 finalmente ganhou um horizonte. Em vídeo publicado nesta segunda-feira, às vésperas da Gamescom 2026, o co-CEO da CD Projekt Red, Michał Nowakowski, revelou que o estúdio mira o lançamento do novo RPG para 2028. É a primeira vez que o jogo recebe uma janela oficial desde que foi anunciado no The Game Awards de 2024.
The Witcher 4 tem mais de 500 pessoas em desenvolvimento
Nowakowski não se limitou à data. Segundo o executivo, mais de 500 pessoas trabalham atualmente em The Witcher 4, número que o estúdio usa para justificar o tamanho da empreitada. Ele definiu o projeto como o jogo mais ambicioso já feito pela CD Projekt Red, superando em escala tanto The Witcher 3: Wild Hunt quanto Cyberpunk 2077.
O co-CEO também fez questão de falar diretamente com quem está esperando:
“Sei que é uma espera um pouco longa, e vocês adorariam jogar antes, mas deixem a equipe cozinhar. Vai valer a pena a espera.”
Vale destacar o cuidado com a palavra usada: o estúdio afirmou estar “mirando” 2028, e não confirmando 2028. É uma diferença sutil, mas importante, considerando que The Witcher 3 e Cyberpunk 2077 acumularam vários adiamentos antes de chegarem às lojas.

Por que 2028 já era o número que muita gente esperava
Quem acompanha o assunto de perto não se surpreendeu com o ano. Documentos internos e relatórios financeiros da CD Projekt Red já vinham apontando 2028 como o cenário mais provável desde o fim de 2025, e a analista polonesa Noble Securities chegou a associar o adiamento do remake do primeiro The Witcher justamente ao remanejamento da equipe da Fool’s Theory para ajudar no desenvolvimento do quarto jogo.
O que muda agora é o peso da confirmação vindo direto da boca do estúdio, sem intermediários. E, com isso, a conta que todo jogador consegue fazer sozinho: quem viu o trailer de Ciri no The Game Awards de 2024 vai esperar, no melhor cenário, quatro anos para colocar a mão no jogo. Se houver o adiamento que a própria escolha de palavras da CDPR deixa no ar, essa espera pode passar disso.

Sem novidades de The Witcher 4 na Gamescom, mas Songs of the Past aparece
Quem esperava ver gameplay do jogo na Gamescom 2026 vai ter que segurar a ansiedade. Nowakowski confirmou que The Witcher 4 não será apresentado no evento, mas o estúdio marca presença mostrando bastante material de The Witcher 3: Wild Hunt – Songs of the Past, a nova expansão do terceiro jogo, prevista para 2027.
A expansão trará uma região inédita ao mapa e uma nova história protagonizada por Geralt de Rívia, desenvolvida em parceria com a Fool’s Theory, estúdio formado por veteranos que participaram da produção original de The Witcher 3. A CD Projekt Red também prometeu “uma surpresa ou duas” durante as transmissões ao vivo ao longo do evento.

Um lançamento em 2028 de The Witcher 4 significa mais do que uma data
Aqui está o detalhe que interessa a quem vai efetivamente comprar o jogo. The Witcher 4 está sendo desenvolvido para PS5, Xbox Series X/S e PC, mas um lançamento em 2028 coloca o jogo em cima da virada de geração, já que tanto o PS6 quanto o Project Helix da Xbox devem estar no mercado nessa altura.
Traduzindo: existe uma chance real de que o console em que você pretende jogar The Witcher 4 hoje já seja considerado geração anterior quando o jogo chegar. A CDPR já passou por isso com Cyberpunk 2077, lançado na transição do PS4 para o PS5, e o resultado daquele experimento ainda machuca a memória de muita gente que jogou na geração antiga.
Outro ponto que a comunidade levantou minutos depois do anúncio: com 2028 sendo justamente o ano em que a Sony encerra a produção de discos físicos, a chance de The Witcher 4 sair sem versão em mídia física no PlayStation é concreta. As respostas nas redes já traziam a hashtag “sem disco, sem compra”, repetindo o clima de insatisfação que acompanhamos nas últimas semanas com a decisão da fabricante japonesa.

O que significa esperar por um jogo em 2026
Existe algo curioso no anúncio de hoje que vale a reflexão. A CD Projekt Red não mostrou gameplay de The Witcher 4, não deu mês, não deu trimestre. Deu um ano e um pedido de paciência. E, ainda assim, a notícia dominou o dia.
Isso diz muito sobre onde a indústria chegou. O jogador de hoje acumula anúncios de jogos que levam quatro, cinco, seis anos para sair, e aprendeu a tratar janela de lançamento como sugestão, não promessa. É uma relação estranha: a gente celebra a notícia de que vai poder jogar algo daqui a dois anos, sabendo que provavelmente vai ser mais.
Talvez o mais honesto que a CDPR fez hoje tenha sido justamente escolher a palavra “mirando” em vez de “confirmado”. Depois do que aconteceu com Cyberpunk 2077, prometer menos e entregar bem é o único caminho que resta para reconquistar quem se decepcionou. Se a espera até 2028 vai valer a pena, só o resultado vai dizer. Mas pelo menos dessa vez ninguém está prometendo o que não pode cumprir.
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Fonte: comicbook







