A controversa decisão da PlayStation de encerrar a produção de jogos em mídia física até 2028 continua gerando um verdadeiro terremoto.
Se a Sony achou que apenas os jogadores iriam reclamar em fóruns e petições, ela se enganou feio. Agora, figurões da própria indústria de videogames estão comprando a briga e acusando a gigante japonesa de destruir a liberdade de escolha do consumidor em nome da ganância corporativa.
“Não é progresso, é perda de liberdade”

A maior oposição até o momento veio da ERA (Associação de Varejistas de Entretenimento), a principal entidade do Reino Unido que defende lojas e serviços do setor.
Em um comunicado contundente divulgado pelo portal The Game Business, a diretora executiva Kim Bayley não poupou palavras contra a dona do PS5.
“O anúncio da PlayStation de que os jogos mais importantes não estarão mais disponíveis em disco é um triunfo da conveniência corporativa sobre a liberdade do consumidor.” — Kim Bayley
A executiva destacou que milhões de jogadores compram cópias físicas porque valorizam a verdadeira posse do produto.

Um disco pode ser emprestado, trocado, revendido, colecionado e, o mais importante, preservado para ser jogado décadas depois.
Segundo a associação, o mercado físico movimentou mais de 300 milhões de libras no ano passado, e surpreendentes 25% dos jovens com menos de 25 anos ainda preferem os discos.
Um caminho sem volta para a Sony e no PlayStation?

Apesar da dura crítica da ERA afirmando que a distribuição digital deveria complementar a física, e não substituí-la, a Sony parece irredutível.
A revolta dos fãs já gerou uma petição com mais de 300.000 assinaturas exigindo a manutenção dos discos, mas os bastidores mostram que a transição já começou de forma irreversível:
- Fábricas mudando de foco: A maior fábrica de produção de discos da Sony, localizada na Áustria, já está se preparando para abandonar os jogos físicos.
- Investimento milionário: A empresa injetou cerca de 30 milhões de euros em novos equipamentos para fabricar microlentes ópticas no local, já treinando seus funcionários para essa nova era.
- Apoio legal: Para piorar a situação dos defensores da mídia física, um comissário da União Europeia declarou recentemente que não há base legal para impedir a Sony ou outras empresas de lançarem jogos de forma 100% digital.
A guerra pela preservação dos videogames está apenas começando, mas a PlayStation parece disposta a ignorar os protestos e avançar com seu plano polêmico.
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