A Sony acaba de revelar uma patente que pode transformar completamente como lidamos com aqueles momentos frustrantes nos jogos. Publicada em abril de 2025 e registrada em setembro de 2024, a tecnologia promete criar um “assistente fantasma” baseado em inteligência artificial que não apenas mostra como vencer desafios, mas pode até os completar automaticamente.
Como funciona o assistente fantasma da Sony
Segundo a documentação oficial, o sistema utiliza gravações de gameplay para entender o contexto em que o jogador se encontra. A IA pode ser acionada por comandos de voz, gestos, botões ou uma interface personalizada. Uma vez ativada, ela demonstra como superar obstáculos específicos por uma versão fantasma do personagem, similar aos fantasmas das mensagens em jogos da FromSoftware, porém muito mais avançada e interativa.

Imagine estar travado em um quebra cabeça complexo de God of War: Ragnarok. Em vez de Atreus dar dicas vagas, um Kratos fantasma poderia aparecer e mostrar fisicamente qual peça mover e em que ordem. A proposta é ambiciosa e busca resolver uma frustração comum: a necessidade de pausar o jogo e buscar tutoriais na internet que muitas vezes não correspondem exatamente à situação enfrentada.
Quatro modos para diferentes necessidades
A patente descreve quatro modalidades distintas de assistência. O Modo História focaria nos elementos essenciais da narrativa, guiando o jogador pelo caminho crítico da trama. Já o Modo Combate apresentaria exemplos práticos de como enfrentar inimigos e chefes desafiadores.
O Modo Exploração se concentraria em descobertas, coleta de itens raros, armas e áreas secretas. Por fim, o modo de jogo completo combinaria os três anteriores para oferecer uma experiência integrada. Existe ainda uma quinta possibilidade chamada “Modo Completo”, aonde a IA realmente assumiria o controle e completaria as missões, fazendo o jogador progredir sem esforço.
Acessibilidade ou controvérsia?

A Sony justifica a tecnologia argumentando que, apesar dos avanços nos videogames, muitos jogadores ainda enfrentam dificuldades que os levam a desistir. Para defensores da acessibilidade, esse sistema representa um ganho significativo, permitindo que mais pessoas aproveitem jogos complexos sem necessariamente comprometer a experiência original.
Por outro lado, a proposta levanta questionamentos sobre até onde deve ir à assistência em jogos. A possibilidade de a IA jogar completamente no lugar do usuário desafia a própria essência do entretenimento interativo. O debate espelha discussões maiores sobre IA generativa no desenvolvimento de jogos: o que vale a pena fazer você mesmo?
Controle nas mãos do jogador
Um aspecto crucial destacado na patente é que o sistema pode ser ativado e desativado conforme a vontade do jogador. Essa flexibilidade responde a críticas comuns sobre recursos de IA que se tornam intrusivos ou impossíveis de desabilitar completamente.
A abordagem da Sony contrasta com experiências frustrantes como o Copilot da Microsoft, que tem sido criticado por sua presença invasiva. Vale lembrar que esse tipo de assistência não é totalmente novo, a própria Sony já experimentou com o PlayStation Game Help, enquanto a Nintendo ofereceu o Super Guide e a Microsoft desenvolveu o Gaming Copilot.
No entanto, como acontece com a maioria das patentes da Sony, não há garantia de que esse sistema se concretize como recurso real nos jogos do PlayStation.
A Sony registra inúmeras patentes mensalmente, e muitas nunca chegam ao mercado. Resta acompanhar se o assistente fantasma realmente se materializará ou permanecerá apenas como uma ideia arquivada. Mas e você, acharia interessante esse tipo de tecnologia?
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Fonte: gamesradar


