Após fazer a review de Red Dead Redemption rodando nativamente no PlayStation 5, chegou a vez da gente colocar um PC rodando no Ultra contra a versão do console de nona geração da Sony e comparar qual está mais bonito, sem levar em consideração o desempenho, pois o PC roda em até 144 frames por segundo ou mais.
Índice do comparativo de Red Dead Redemption
Hardware utilizado para os testes
Tirando o PlayStation 5 da cena, vamos falar do hardware do computador utilizado para os testes, e mesmo não sendo totalmente voltado para jogos, performou muito bem.
De processador vamos com um AMD Ryzen 7 5700G de 8 núcleos e 16 threads rodando em até 4.6GHz; 32GB de RAM DDR4 rodando em Dual Channel em 3200MHz e na placa de vídeo ficamos com uma AMD Radeon RX 6400 de 4GB GDDR6.
Tudo feito sem nenhum overclock, tanto que a placa-mãe utilizada não oferece suporte, é uma ASUS TUF Gaming A520-M PLUS II.

Sombras e Oclusão de Ambiente
Na versão de PC, a configuração de sombras no Ultra entrega contornos muito mais definidos graças ao CHSS da Nvidia. É possível notar na imagem do ferreiro (Blacksmith) que a silhueta projetada por John no chão é bem nítida.
A oclusão de ambiente, que são as sombras nos cantinhos das paredes e objetos, é mais precisa no computador. Já no PlayStation 5, as sombras apresentam um aspecto bem mais suave.
Isso ajuda a esconder imperfeições e serrilhados, mas, em contrapartida, perde-se um pouquinho da profundidade de campo nas cenas com muitos objetos, já que o contraste da sombra não é tão marcante quanto no PC, mas tão eficiente quanto.

Texturas e filtro anisotrópico
Este é o ponto onde o PC costuma brilhar. Com o Filtro Anisotrópico configurado em 16x, a versão de computador de Red Dead Redemption mantém as texturas do solo nítidas mesmo em distâncias maiores e ângulos oblíquos.
Olhando para a terra batida e para a madeira da General Store, o PC consegue desenhar as ranhuras do chão um pouco mais longe dos olhos do jogador.
No PS5, embora a resolução base seja alta, o filtro parece um pouco menos agressivo e não deve estar definido para 16x, fazendo com que o chão fique levemente “borrado” em distâncias médias mais cedo do que vemos no Ultra do PC.
Antiserrilhado e o efeito “CROCANTE”
Aqui temos um fenômeno curioso. Red Dead Redemption no PC roda com Anti-Aliasing (AA) nativo em 1080p com o FSR3, ou com o FXAA, mas isso gera um efeito colateral na vegetação antiga do Red Dead Redemption. A nitidez excessiva do PC (mesmo que ajustada) expõe a idade da engine, deixando as bordas das folhas e árvores com um aspecto “crocante” e serrilhado contra o céu.
Ao mesmo tempo, o interior das folhas parece borrado, pois a textura original não acompanha a nitidez da borda. Já no PS5, a imagem é mais coesa.
O sistema de upscaling e suavização do console disfarça melhor essas bordas, entregando uma árvore que, embora tecnicamente menos nítida, parece mais natural e menos “recortada” no cenário do que a versão Ultra do PC em 1080p.
Iluminação e HDR
As imagens de Red Dead Redemption no PS5 foram capturadas com HDR ativado, e a diferença de tom é gritante. O console da Sony aposta em uma iluminação global muito forte, simulando um sol intenso de deserto que “lava” um pouco as cores escuras, mas traz um céu vibrante e natural.
O PC, por padrão (em SDR), aposta em contraste alto. Os pretos são mais profundos e as cores são mais saturadas. Enquanto o PS5 ganha na naturalidade da luz do dia, o PC ganha no impacto visual e na definição das cores nas áreas de sombra.
É mais uma questão de gosto e preferência, você pode ativar ou desativar o HDR em ambas as plataformas, logo, não há um melhor que o outro neste ponto.
Draw Distance (Distância de visão)
Ambas as versões de Red Dead Redemption seguram muito bem o vasto horizonte do faroeste, mas o PC leva uma pequena vantagem na densidade de elementos. Em cenários de campo aberto, o computador consegue renderizar arbustos e pedras minúsculas em uma distância maior antes de fazer o pop-in (aparecimento repentino).
O PS5 mantém o mesmo horizonte bonito, mas simplifica um pouquinho a geometria da vegetação distante um pouco antes do PC para manter a performance estável, nada que atrapalhe diretamente sua experiência ou a beleza geral do jogo.
Upscaling e reconstrução de imagem (DLSS/FSR)
Este é o grande “coringa” da versão de PC que afeta diretamente o problema das “folhas crocantes”. Enquanto o PS5 usa uma reconstrução própria e eficaz, o PC oferece suporte ao NVIDIA DLSS 3.7 e AMD FSR 3.
A vantagem aqui não é só performance, é qualidade de imagem: ativar o DLAA (Deep Learning Anti-Aliasing) consegue suavizar os serrilhados das cercas e a vegetação dura muito melhor que o AA nativo do jogo, “modernizando” a imagem e removendo cintilações distantes (shimmering) que ainda podem ser vistas nos consoles em certas condições de iluminação.
Suporte a ultrawide e formato de tela
Em termos de impacto visual, esta é a diferença mais drástica. O PS5 renderiza a imagem no padrão 16:9. No PC, o suporte nativo a monitores Ultrawide (21:9) e Super Ultrawide (32:9) transforma a exploração no enredo de Red Dead Redemption.
Ter a visão periférica expandida em um mundo aberto como o de Red Dead Redemption muda a gameplay, permitindo ver animais ou inimigos flanqueando pelos cantos da tela que estariam cortados no console. A sensação de escala e solidão do deserto é amplificada drasticamente nesses formatos, algo impossível nos consoles atuais.
Partículas e efeitos volumétricos
As tempestades de areia e a fumaça são marcas registradas do ambiente de Red Dead Redemption. Comparando a versão “Ultra” do PC com o PS5, nota-se uma densidade um pouquinho maior nos efeitos volumétricos no computador. A fumaça da pólvora ao disparar ou a poeira levantada pelos cavalos tendem a ser renderizadas em resolução total no PC.
Enquanto no console elas podem usar resoluções mais baixas, o chamado alpha buffer, para poupar performance. No PC, ao cavalgar contra a luz do sol, a poeira interage com a iluminação de forma mais precisa e densa, mas em ambas o efeito é muito bom.
Conclusão
Após analisarmos cada textura, sombra e reflexo, a conclusão é muito clara: não existe um vencedor absoluto, apenas escolhas diferentes para públicos diferentes.
É fácil se perder em comparações técnicas sobre “qual sombra é 10% mais definida” ou “qual versão tem mais poeira no ar”, mas a realidade, com o controle na mão, é que nenhuma versão de Red Dead Redemption torna a outra obsoleta.
- Red Dead Redemption no PC é a casa da precisão e personalização. Se você possui um monitor Ultrawide, quer limpar a imagem com DLSS ou faz questão de ver a ranhura na madeira a 20 metros de distância com o filtro anisotrópico no máximo, esta é a sua plataforma.
- Agora, Red Dead Redemption no PlayStation 5 é a casa da coesão e da atmosfera. A implementação do HDR traz uma naturalidade de luz que, muitas vezes, é mais agradável aos olhos do que o contraste bruto do PC. A suavidade da imagem esconde melhor a idade da engine, entregando uma experiência visualmente muito “redonda” e confortável.
Confira também: Review de Red Dead Redemption PS5 | As mudanças da nova versão para PlayStation 5
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