A polêmica envolvendo a Rockstar Games e seus ex-funcionários ganhou um novo capítulo. O Sindicato dos Trabalhadores Independentes da Grã-Bretanha (IWGB), que representa os desenvolvedores demitidos, solicitou durante uma audiência preliminar que um juiz conceda uma medida cautelar aos trabalhadores. A decisão poderia reintegrar temporariamente os profissionais à folha de pagamento da empresa, além de restabelecer seus vistos de trabalho.
O caso iniciou quando 31 funcionários foram demitidos pela Rockstar Games, supostamente após se organizarem sindicalmente. Os trabalhadores migraram para um servidor no Discord depois que a empresa alterou suas políticas no Slack e removeu diversos canais internos. Segundo o sindicato, os membros utilizavam a plataforma para se organizar e, inclusive, impedir discussões sobre informações confidenciais.
Rockstar nega acusações de práticas antissindicais

A Rockstar Games negou categoricamente as alegações. Um porta-voz da empresa afirmou que as demissões ocorreram porque os funcionários compartilharam “informações altamente confidenciais” em um canal público e inseguro de mídia social. Segundo a companhia, o canal continha pelo menos 25 pessoas que não eram funcionárias, incluindo profissionais de desenvolvedoras concorrentes e até um jornalista da indústria de videogames.
“A confidencialidade é fundamental para tudo o que a Rockstar Games faz. Mesmo o menor vazamento pode causar grandes danos comerciais e criativos”, declarou o porta-voz. A empresa também negou manter uma lista negra e afirmou desconhecer a filiação sindical dos funcionários no momento das demissões.
O IWGB permanece confiante na solidez do caso. “A Rockstar esperava eliminar de forma rápida e discreta um grupo de trabalhadores que se organizavam por melhores condições. Em vez disso, a demissão chamou a atenção do mundo e desencadeou uma onda de solidariedade global sem precedentes”, afirmou o sindicato em comunicado.
Enquanto aguardam a decisão judicial, os trabalhadores e suas famílias enfrentam incertezas financeiras e, em alguns casos, até mesmo a possibilidade de perderem o direito de permanecer no país. O desfecho desta audiência preliminar pode definir os próximos passos de um dos casos mais emblemáticos envolvendo direitos trabalhistas na indústria de games.
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Fonte: gamingbolt


